Emanuel Pinheiro enfrenta dificuldades para encontrar meios legais de ajudar comerciantes do Shopping Popular

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), detalhou nesta quarta-feira (17) os desafios legais para fornecer auxílio financeiro aos comerciantes do Shopping Popular, que perderam suas fontes de renda após o incêndio na última segunda-feira (15). Pinheiro destacou a necessidade de encontrar meios legais para a destinação de verbas públicas, afirmando que “do ponto de vista legal, você não pode simplesmente mandar o recurso”. Dessa forma, a Procuradoria Geral do Município já está estudando formas de viabilizar essa ajuda.

Comparações com outras tragédias

Emanuel comparou a situação do Shopping Popular com a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, onde o Governo de Mato Grosso enviou R$ 50 milhões ao governo gaúcho para ajudar na reconstrução da infraestrutura. No entanto, ele ressaltou que, no caso do Shopping Popular, o dinheiro deve ser enviado à Associação dos Camelôs do Shopping Popular, uma entidade privada, o que exige um trâmite específico. “Precisamos trabalhar com a Procuradoria do Município e do Estado de Mato Grosso para entender como encaminhar este recurso”, explicou.

Dificuldades na liberação de crédito

Pinheiro apontou as dificuldades na liberação de crédito para alguns comerciantes, já que muitos trabalham com produtos informais. Essa informalidade complicou a obtenção de seguro para o shopping. A Prefeitura, em conjunto com a Associação dos Camelôs, está identificando o necessário para desburocratizar esses empréstimos. Além disso, uma força-tarefa será criada para auxiliar na solução desses problemas.

Shopping Popular completamente destruído

Por fim, Emanuel mencionou que a reconstrução do Shopping Popular pode custar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões. A Associação Matogrossense de Municípios (AMM) se prontificou a elaborar o projeto. Contudo, a Prefeitura não dispõe de recursos para auxiliar diretamente nessa reconstrução. O presidente Lula já se manifestou publicamente, indicando que pretende ajudar os trabalhadores do shopping. “Não vislumbro outra alternativa que não seja o Governo Federal; se o Governo do Estado tiver essa condição, seria uma segunda alternativa”, afirmou Emanuel.

Fabio Olavarria

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