O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a provocar polêmica ao criticar publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta semana. A fala aconteceu após Tarcísio tentar intermediar, junto ao governo dos Estados Unidos, uma solução diplomática para as novas tarifas impostas aos produtos brasileiros. O gesto do governador foi mal recebido por setores bolsonaristas mais radicais, que esperam outra postura frente ao governo de Joe Biden.
Ao mesmo tempo em que busca abrir diálogo com a Casa Branca, Tarcísio tem adotado uma linha mais moderada, o que tem gerado atritos com os apoiadores mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo, sem citar diretamente o governador, ironizou as tentativas de negociação e voltou a afirmar que a prioridade deve ser a anistia dos réus do 8 de Janeiro.
Racha ideológico se intensifica entre aliados de Bolsonaro
As falas de Eduardo escancaram uma divisão cada vez mais visível no campo conservador. De um lado, estão os bolsonaristas que defendem lealdade irrestrita ao ex-presidente e exigem uma postura de confronto direto com instituições e governos estrangeiros. Do outro, nomes como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema (Novo), que buscam consolidar suas carreiras com pragmatismo e distanciamento de pautas extremas.
Esse embate tem consequências práticas. Tarcísio, por exemplo, busca atrair investimentos internacionais para São Paulo e vê a relação comercial com os EUA como estratégica. Já Eduardo Bolsonaro prefere manter o discurso de soberania nacional e crítica aberta à política externa americana sob comando democrata.
Tarifas americanas geram tensão econômica e política
A medida dos Estados Unidos de aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente aço e alumínio, impacta diretamente a indústria paulista. Por isso, Tarcísio decidiu agir para tentar proteger setores econômicos do estado. No entanto, ao tomar essa iniciativa, se viu alvo de críticas de aliados do ex-presidente, que enxergam na movimentação um sinal de “fraqueza” ou alinhamento indevido.
Essa divergência coloca em xeque a união do campo conservador brasileiro, que até pouco tempo parecia coeso. Com as eleições de 2026 se aproximando, a disputa por espaço e protagonismo dentro da direita tende a se intensificar.
Perguntas e respostas
Eduardo Bolsonaro criticou diretamente Tarcísio de Freitas?
Não citou nomes, mas deixou claro o descontentamento com a postura diplomática do governador.
Por que Tarcísio tenta negociar com os EUA?
Para evitar prejuízos à economia paulista causados pelas novas tarifas impostas pelos americanos.
Esse conflito pode influenciar as eleições de 2026?
Sim. A divisão na direita pode mudar alianças e afetar possíveis candidaturas ao Planalto.



