Após a derrota por 1 a 0 para o Sport Sinop, pela 4ª rodada do Campeonato Mato-Grossense 2026, o técnico Eduardo Barros concedeu entrevista coletiva marcada pela autocrítica e pelo apelo à paciência da torcida. O revés, que encerrou a invencibilidade do Dourado na Arena Pantanal, gerou protestos nas arquibancadas e pressionou ainda mais o início de temporada do clube.
35 finalizações, um gol sofrido: o jogo de um time que não marcou
Na visão de Barros, o desempenho ofensivo do Cuiabá foi satisfatório em volume, mas falhou na execução. Ele destacou que a equipe finalizou 35 vezes e só sofreu um chute contra — justamente o gol do Sinop. Para o treinador, a falta de precisão foi determinante: “Em um jogo assim, no mínimo, se empata. Tivemos bola na trave, pênalti perdido e sete finalizações certas apenas”.
O técnico defendeu Eliel, criticado por atuar como centroavante sem estatura típica para a função. Segundo Barros, o problema não é a estatura, mas a falta de tempo para treinar jogadas mais eficazes. Ele afirmou que a pré-temporada foi curta e que a agenda apertada limita treinos táticos mais profundos.
Reconstrução é a palavra de ordem
Barros usou a coletiva para reforçar que o clube passa por uma reestruturação, e isso exige tempo e compreensão. “Se o torcedor não ficou satisfeito com os resultados de 2024 e 2025, o clube precisava mudar. E mudança não acontece do dia pra noite”, argumentou.
Ele defendeu o uso de jovens da base no estadual como parte do processo de avaliação interna. “Se não testarmos agora, quando vamos saber quem pode vestir essa camisa na Série B?”, questionou. Também sinalizou que reforços estão a caminho, embora limitados pela atual realidade orçamentária do clube.
Perguntas e respostas:
A base está sendo testada, mas a limitação orçamentária influencia.
Com planejamento e paciência, é possível competir — mas o tempo é curto.
A tolerância pode acabar se a vitória não vier já na próxima rodada.









