Dois criminosos assaltaram uma farmácia no fim da Avenida Alzira Santana, em Várzea Grande, na noite de segunda-feira (16), e adotaram uma estratégia incomum: eles ignoraram o dinheiro do caixa e roubaram exclusivamente o medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes e no controle de peso.
Os suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta, entraram armados, renderam os funcionários e seguiram diretamente até o ponto onde o remédio estava armazenado. A ação rápida e objetiva demonstra que os criminosos conheciam previamente a estrutura interna da farmácia. O prejuízo alcança cerca de R$ 29 mil.
Alta demanda transforma medicamento em alvo
O mercado farmacêutico registra forte procura pelo Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida. Médicos indicam o produto para diabetes tipo 2, mas muitos consumidores também o utilizam para emagrecimento, o que eleva sua demanda.
O alto custo — que pode atingir milhares de reais por mês — transforma o medicamento em um produto altamente visado. Criminosos exploram essa valorização e alimentam um mercado ilegal que cresce com a escassez e a procura elevada.
Reincidência aponta possível ação organizada
Criminosos já atacaram o mesmo estabelecimento anteriormente. Na ocasião, eles arrombaram uma parede para furtar medicamentos específicos. Esse histórico reforça a suspeita de monitoramento e planejamento por parte dos autores.
A repetição do padrão e a escolha precisa dos produtos indicam que grupos especializados podem atuar nesse tipo de crime, com foco em itens de alto valor e fácil revenda.
Polícia intensifica buscas e analisa imagens
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil realizam diligências para identificar os suspeitos. Investigadores analisam imagens de câmeras de segurança da farmácia e de pontos próximos para rastrear o trajeto da dupla.
Até agora, as forças de segurança não prenderam nenhum suspeito e não recuperaram os medicamentos.
Porque possuem alto valor de mercado e grande demanda, facilitando a revenda ilegal.
O tratamento pode custar milhares de reais por mês, dependendo da dosagem.
Casos têm aumentado, especialmente envolvendo remédios caros e de alta procura.



