Drone flagra dois pirarucus gigantes nadando próximos da superfície no Rio Teles Pires em Itaúba; veja vídeo

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Um drone registrou dois pirarucus gigantes nadando próximos à superfície do Rio Teles Pires, em Itaúba, no norte de Mato Grosso, e o vídeo rapidamente viralizou nas redes sociais. A Pousada Tucuna Sport Fishing publicou as imagens, que já ultrapassaram 650 mil visualizações. O porte dos animais e o ângulo da gravação levaram muitos internautas a comparar a cena com baleias cruzando um rio.

Drone revela o tamanho impressionante dos peixes

O vídeo mostra os dois pirarucus deslizando lentamente entre cardumes menores, o que destaca ainda mais a diferença de tamanho. Além disso, a gravação aérea permite observar com clareza as dimensões dos animais enquanto eles permanecem próximos da superfície.

O pirarucu (Arapaima gigas) integra o grupo dos maiores peixes de água doce do planeta. A espécie pode ultrapassar três metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. Diferentemente da maioria dos peixes, o pirarucu sobe regularmente à superfície para respirar porque utiliza um sistema respiratório adaptado capaz de captar oxigênio diretamente do ar.

O peixe ocorre naturalmente na bacia Amazônica e também habita rios mato-grossenses inseridos nesse bioma, como o Rio Teles Pires. Além de desempenhar importante função ecológica, a espécie movimenta a economia em regiões que adotam manejo sustentável.

Regras mudam conforme a região onde o peixe vive

A legislação ambiental estabelece regras diferentes para a captura do pirarucu conforme a bacia hidrográfica. Desde março deste ano, a Instrução Normativa nº 7/2026 do Ibama autoriza pescadores a capturar a espécie durante todo o ano nas bacias onde ela atua como espécie exótica invasora.

Na bacia do rio Paraguai, por exemplo, pescadores podem capturar, transportar e abater exemplares sem limite de tamanho ou quantidade. Além disso, a norma proíbe devolver o peixe ao ambiente após a captura, pois busca conter sua expansão e proteger as espécies nativas.

Já nos rios onde o pirarucu ocorre naturalmente, como na bacia Amazônica, pescadores precisam seguir regras específicas de manejo e conservação estabelecidas pelos órgãos ambientais.

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