O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou Santos e Corinthians por valores que os clubes ainda devem ao Dourado. As declarações ocorreram após a Fifa aplicar um transfer ban ao time mato-grossense por uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com o ex-técnico Petit. Segundo Dresch, Santos e Corinthians acumulam juntos cerca de R$ 35 milhões em débitos com o Cuiabá. O dirigente questionou principalmente os gastos dos dois clubes enquanto o Dourado aguarda os pagamentos. As informações são do site Olhar Esportivo.
Neymar entra na cobrança contra o Santos
Dresch afirmou que o Santos deve R$ 18 milhões ao Cuiabá pela negociação do zagueiro Joaquim. O caso tramita na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O presidente criticou as contratações e os gastos do clube paulista enquanto a pendência permanece aberta. Ele citou jogadores como Neymar, Rollheiser, Barreal, Thaciano e Luan Peres. “O que o Santos paga para o Neymar deve dar para pagar a folha do Cuiabá uns cinco ou seis meses. É um absurdo e está devendo R$ 18 milhões. O Santos jamais poderia ter um jogador como Neymar devendo ao Cuiabá”, afirmou Dresch.
Corinthians também recebe cobrança
O dirigente também cobrou o Corinthians por uma parcela relacionada à contratação do volante Raniele, negociado com o clube paulista em janeiro de 2024. Segundo Dresch, o Corinthians deveria ter pago R$ 800 mil em 17 de julho, mas não realizou o pagamento até agora. O presidente ainda relacionou a cobrança aos gastos do clube com Memphis Depay. “Renovou contrato absurdo com o Memphis e o Cuiabá não recebeu”, declarou.
Transfer ban pressiona caixa do Cuiabá
A Fifa impediu o Cuiabá de registrar novos jogadores devido à pendência de aproximadamente R$ 4 milhões com Petit, que comandou a equipe em 2024. O Dourado tem 60 dias para solucionar a dívida. Dresch afirmou que o clube precisará recorrer a recursos próprios e dos sócios para realizar o pagamento. Enquanto tenta retirar a punição, a diretoria também busca receber os valores que cobra de outras equipes. No caso do Santos, Dresch demonstrou preocupação com uma eventual recuperação judicial, que, segundo sua avaliação, poderia reduzir significativamente o montante que o Cuiabá conseguiria recuperar.
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