O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, concedeu uma entrevista coletiva após o empate com o Chapada, no último sábado (24), pelo Campeonato Mato-grossense 2026. Em tom firme, ele rebateu críticas ao elenco e ao técnico Eduardo Oliveira, justificou o uso de jovens da base no Estadual e descartou qualquer intenção de firmar parceria com empresas de apostas esportivas.
Elenco jovem e foco na reconstrução
Segundo Dresch, o clube vive um momento de transição. “Estamos em processo de reestruturação. O time que está disputando o estadual é praticamente sub-20. Jogadores experientes saíram, e estamos abrindo espaço para os meninos da base”, afirmou. O dirigente também destacou que o momento não é de cobrança por resultados imediatos, mas sim de desenvolvimento interno. “Não dá para cobrar camarão se estou servindo pacupeva”, comparou, em crítica à pressão sobre o treinador.
Sem “cheque sem fundo”: gestão austera e recusa a bets
Dresch também comentou sobre a ausência de um patrocinador máster desde a saída da Drebor e reafirmou sua posição contrária a casas de apostas. “Não quero viver do sangue das pessoas. Bet não é um caminho que o Cuiabá vai seguir”, declarou. O presidente enfatizou que o clube conta com patrocínios sólidos de instituições como Sicredi, Amazônia e o Governo do Estado, cujos aportes são considerados “acima da média” para clubes da Série B.
Tática elogiada, mas falhas pesam
Apesar do empate com o Chapada, o presidente elogiou a atuação do time e ressaltou a organização tática da equipe. “Amassamos Chapada, Sinop e Operário. Só tomamos gols por falhas pontuais. O trabalho do Eduardo é excelente”, reforçou.
Perguntas e respostas:
Segundo Dresch, o foco principal é amadurecer a base. O título seria consequência.
Não. O presidente reforçou confiança total no trabalho, mesmo com resultados irregulares.
Sim. Jogadores com pré-contrato estão atuando em outros estaduais e devem se integrar ao grupo em breve.




