Dono da “picanha do Bolsonaro” debocha de trans: “linguiça, não pague”; Veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

O empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e responsável pela marca “Picanha do Bolsonaro”, publicou nas redes sociais um vídeo em que apresenta sua versão sobre a denúncia registrada por uma mulher trans na Polícia Civil de Goiás. A denunciante o acusa de transfobia e de não efetuar o pagamento de R$ 500 combinado por um programa. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

A publicação foi feita na segunda-feira (13), três dias após a denúncia se tornar pública. No vídeo, Leandro encena a versão que apresenta sobre os fatos e, ao final, utiliza uma frase em tom de deboche relacionada ao episódio. O conteúdo rapidamente repercutiu nas redes sociais.

Empresário apresentou sua versão em vídeo

Na gravação, Leandro interpreta uma situação semelhante à descrita na denúncia.

Segundo a narrativa apresentada por ele, acreditava que seria atendido por uma mulher em uma casa de massagem e afirma que houve uma troca de atendente após sua chegada ao local.

A encenação termina com um comentário em tom de ironia sobre o episódio.

Denúncia foi registrada no mesmo dia

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher trans procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na noite de 15 de junho.

No documento, ela afirma que o desentendimento ocorreu durante o encontro por divergências relacionadas ao tipo de serviço contratado.

A denunciante também relata que o empresário entrou em contato para marcar o encontro após conversas pelo WhatsApp.

Caso continua sendo apurado

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o empresário permaneceu no apartamento da denunciante por cerca de uma hora e dez minutos.

As informações apresentadas no registro policial fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Civil.

Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso.

A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias dos fatos relatados. Até o momento, coexistem a versão apresentada pela denunciante no boletim de ocorrência e a versão divulgada publicamente pelo empresário em suas redes sociais. Eventuais manifestações da defesa, novos elementos reunidos pela Polícia Civil e futuras decisões das autoridades poderão esclarecer os fatos conforme o avanço das investigações.

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