O Clube Esportivo Dom Bosco, clube mais antigo de Mato Grosso, celebrou neste domingo (4/1) seus 101 anos de fundação. Criado em 1925 por iniciativa do Padre Ricardo Remeter, o Leão da Colina ultrapassa um século mantendo vivo o legado azul e branco — agora, com os olhos voltados para a reconstrução e o sonho de voltar à Primeira Divisão do Campeonato Mato-grossense em 2026.
O clube que desafiou Pelé
Poucos clubes do interior podem se orgulhar de ter enfrentado o Santos de Pelé em campo. O Dom Bosco conseguiu esse feito em 1965, em amistoso histórico no Estádio Dutrinha. Anos depois, em 1970, foi pioneiro mais uma vez: tornou-se o primeiro time mato-grossense a jogar no Maracanã, enfrentando o São Cristóvão. São episódios como esses que alimentam o orgulho de sua torcida mesmo em tempos difíceis.
Glórias e esquecimento
Com seis títulos estaduais e participações na elite do Campeonato Brasileiro, o Dom Bosco foi protagonista por décadas no futebol local. Seu auge técnico veio no final dos anos 1970, com a chamada “Academia” — equipe montada por Roberto Pinto e depois comandada por Orlando Peçanha. Jogadores dessa geração ajudaram a cravar o nome do clube na memória esportiva de Mato Grosso.
Rumo à reconstrução
Após anos longe dos holofotes, o Dom Bosco disputará em 2026 a Segunda Divisão estadual. Com Álvaro Scofaro novamente à frente da presidência, o clube tenta organizar a casa e retornar aos seus melhores dias. A meta é clara: voltar à elite e provar que tradição e história ainda contam no futebol moderno.
Perguntas e respostas:
O clube foi fundado pelo Padre Ricardo Remeter, em 1925.
O amistoso contra o Santos de Pelé em 1965 e a partida no Maracanã, em 1970.
O clube venceu o Campeonato Mato-grossense seis vezes.





