Ex-integrante do consulado em Houston recebeu pena de 12 anos em colônia penal de segurança máxima
As autoridades russas divulgaram detalhes de um caso de espionagem que permaneceu sob sigilo por quase dois anos. O diplomata russo Arseniy Sergeyevich Konovalov foi condenado a 12 anos de prisão após ser acusado de repassar informações confidenciais para a inteligência dos Estados Unidos.
Segundo as investigações, o diplomata foi preso em março de 2024 durante uma operação de contraespionagem realizada de forma discreta. O caso permaneceu em segredo até dezembro de 2025, quando a sentença foi anunciada por um tribunal de Moscou.
Acusação envolve repasse de informações aos EUA
De acordo com as autoridades russas, Konovalov teria fornecido informações consideradas secretas para órgãos de inteligência norte-americanos em troca de dinheiro.
O diplomata atuou como segundo secretário do Consulado Geral da Rússia em Houston, no Texas, entre 2014 e 2017. Durante esse período, segundo as investigações, ele teria sido recrutado por agentes da inteligência dos Estados Unidos.
As autoridades não divulgaram quais informações teriam sido repassadas nem detalhes sobre o conteúdo das supostas atividades de espionagem.
Julgamento ocorreu a portas fechadas
Todo o processo judicial foi conduzido sob sigilo. Além da pena de 12 anos em uma colônia penal de segurança máxima, o ex-diplomata também recebeu uma multa de 100 mil rublos.
As imagens da prisão só foram divulgadas após a conclusão do julgamento e da condenação.
Caso amplia tensão entre Rússia e Estados Unidos
O episódio ocorre em meio à histórica rivalidade entre Moscou e Washington no campo da inteligência e da segurança nacional. Casos envolvendo espionagem costumam provocar repercussão internacional e aumentar as tensões diplomáticas entre os dois países.
Embora a Rússia tenha apresentado a condenação como resultado de uma operação bem-sucedida de contraespionagem, poucos detalhes oficiais foram divulgados sobre as informações que teriam sido compartilhadas.
Operação permaneceu em sigilo por quase dois anos
A divulgação tardia chamou atenção pelo nível de sigilo adotado pelas autoridades russas. Entre a prisão, realizada em março de 2024, e a revelação pública do caso, passaram-se cerca de 21 meses.
Com a sentença já definida, o caso passa a integrar a lista de episódios recentes de espionagem que evidenciam a disputa silenciosa entre os serviços de inteligência das principais potências mundiais.








