Deputados aprovam projeto que proíbe o uso de celulares nas escolas de Mato Grosso

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, o projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas salas de aula da rede estadual. A medida, apresentada pelo Governo do Estado, visa reduzir as distrações e melhorar o foco dos alunos durante as aulas. Esse projeto já conta com o apoio da maioria dos pais, conforme uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que refletiu a preocupação da comunidade escolar sobre o impacto dos dispositivos na aprendizagem.

Pesquisa com pais indica amplo apoio à proibição

O projeto, que o governo enviou em setembro, baseia-se em uma pesquisa feita pela Seduc. Essa pesquisa consultou mais de mil pais de alunos da rede pública, e os resultados mostraram que 86% deles apoiam a proibição dos celulares em sala de aula. Dessa forma, a pesquisa reflete uma preocupação expressiva dos pais com o impacto dos dispositivos na atenção e no desempenho dos estudantes. Com esses dados em mãos, o governo decidiu avançar com a proposta, tratando-a como uma medida essencial para um ambiente de aprendizagem mais produtivo.

Regras claras para o uso e armazenamento dos celulares

O projeto de lei estabelece que os alunos deverão manter os celulares e outros dispositivos digitais desligados ou em modo silencioso, guardados dentro das mochilas durante o horário das aulas. Esse acesso restrito permitirá que os estudantes usem os aparelhos apenas nos intervalos, fora das atividades pedagógicas. A proibição se estende a todas as escolas da rede pública estadual e tem o objetivo de manter os alunos focados nos conteúdos das aulas, sem as distrações que o uso de celulares pode trazer ao ambiente educacional.

Dispositivos da Seduc oferecem alternativa para o Ensino Digital

Ainda que o projeto limite o uso de celulares pessoais, ele permite o uso de dispositivos eletrônicos fornecidos pela Seduc, exclusivamente para fins pedagógicos. Nesse sentido, a secretaria investiu em equipamentos como notebooks, Chromebooks e smart TVs, que servem como ferramentas de apoio para os professores e os alunos. Assim, o governo busca manter a tecnologia presente nas escolas de maneira controlada, oferecendo recursos educacionais adequados e evitando as distrações que o uso irrestrito de celulares pode causar.

O Governo de Mato Grosso afirma que o uso constante de celulares prejudica a concentração dos estudantes. Por isso, considera a medida essencial para aumentar o foco nas atividades educacionais. Além disso, com investimentos em tecnologia educacional, o governo pretende criar um ambiente escolar mais focado e interativo. Permitindo apenas dispositivos da Seduc, a administração garante que a tecnologia atenda às necessidades pedagógicas, mantendo controle e disciplina em sala de aula.

Próximos passos para a aprovação final do projeto

Para que o projeto entre em vigor, ele passará por uma segunda votação na ALMT. Caso receba aprovação final, o texto seguirá para sanção do governador Mauro Mendes, que deverá transformá-lo em lei. A expectativa é que a nova regra traga mudanças significativas para o ambiente escolar, reduzindo o uso de celulares em sala de aula e incentivando um aprendizado mais concentrado e disciplinado.

Reflexões sobre os impactos na educação

O projeto de lei já abre discussões entre educadores e especialistas sobre o uso de tecnologia nas salas de aula e seu impacto no aprendizado. Enquanto muitos defendem a proibição para evitar distrações, outros acreditam que, se bem orientados, os celulares podem servir como ferramentas educacionais. Ainda assim, o governo de Mato Grosso opta por uma abordagem mais cautelosa e controlada, mantendo os dispositivos fornecidos pela Seduc para finalidades pedagógicas, sempre com a supervisão dos professores.

Assim, o projeto visa reforçar o ambiente de ensino ao limitar o uso de celulares nas salas de aula da rede pública. Com a sanção do governador, a medida deve oferecer uma nova dinâmica à educação em Mato Grosso, promovendo um aprendizado mais focado e disciplinado, alinhado às novas exigências do contexto escolar.

Fabio Olavarria

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