A interdição da principal ponte de Vila Bela da Santíssima Trindade, determinada pelo DNIT no início de julho, mobilizou o deputado estadual Valmir Moretto, que propôs o uso imediato de balsas e rebocadores para manter o tráfego e garantir o escoamento da produção agrícola do município. A proposta surgiu durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na última quarta-feira (9), como resposta direta à Portaria nº 3.922, publicada no Diário Oficial da União.
A medida do DNIT, motivada pelo risco estrutural da ponte, estabeleceu a proibição de tráfego para veículos com peso superior a 30 toneladas, além de prever um prazo de 60 dias para a construção de uma ponte provisória de madeira. Para o parlamentar, a iniciativa, embora necessária, não oferece respostas suficientes no curto prazo. Ele avaliou que o impacto pode se agravar, sobretudo diante da colheita de grãos em andamento.
Produção agrícola em risco durante pico da safra
Segundo dados do IBGE apresentados pelo deputado, Vila Bela produziu 393 mil toneladas de grãos em 2023, com um valor bruto de R$ 704 milhões, ocupando a 65ª posição no ranking estadual. Diante dos dados, Moretto alertou que o bloqueio da BR-174 pode paralisar cargas e causar prejuízos ao agronegócio. O parlamentar duvidou da eficácia da proposta do DNIT, citando falta de recursos e dificuldades na obra. Por fim o deputado afirmou que o uso de balsas com rebocadores pode manter o tráfego ativo até a construção de uma nova ponte.
Pressão política e busca por soluções em Brasília
Sobretudo Moretto afirmou que vai acionar a bancada federal e o Governo de Mato Grosso para reforçar a pauta junto ao DNIT em Brasília. O objetivo, segundo ele, é buscar uma alternativa emergencial que assegure a segurança dos usuários da rodovia e mantenha ativa a principal rota logística da região oeste do estado. O deputado apresentou as balsas como solução viável por já verem uso em outros municípios com bons resultados.
Enquanto isso, a portaria do DNIT continua válida e prevê que, em casos excepcionais, veículos acima do peso poderão trafegar mediante autorização especial (AET). No entanto, esse processo exige avaliação técnica rigorosa, o que restringe a fluidez necessária para a rotina do transporte agrícola da região.
Perguntas frequentes:
O DNIT identificou risco estrutural grave e decidiu restringir o tráfego para preservar a segurança.
Ele acredita que a alternativa garante tráfego imediato, sem depender da construção da ponte de madeira.
Sim. O bloqueio compromete o escoamento de quase 400 mil toneladas de grãos produzidos na região.



