Deputada grávida lidera protesto contra vacinação infantil em Pomerode; Veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

No último domingo (23), a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC), atualmente grávida, participou de uma manifestação em Pomerode, Santa Catarina, contra a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 para crianças de seis meses a cinco anos. O evento, organizado por um grupo de pais preocupados, reuniu cerca de 500 assinaturas em um abaixo-assinado que solicita uma audiência pública para discutir o tema em março.

Preocupações dos pais e ação parlamentar

Os manifestantes expressaram receio quanto à obrigatoriedade da imunização e possíveis sanções para aqueles que optarem por não vacinar seus filhos. Durante o ato, Zanatta destacou relatos de pais que se sentem pressionados por órgãos como o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Em resposta, a deputada protocolou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 486/2024, visando impedir a exigência da vacinação para crianças nessa faixa etária.

Riscos da queda na cobertura vacinal

Especialistas alertam que a diminuição na cobertura vacinal pode levar ao ressurgimento de doenças anteriormente controladas ou erradicadas. Dados indicam que, entre 2012 e 2022, a cobertura vacinal contra a poliomielite no Brasil caiu de 96,5% para 77%, aumentando o risco de reintrodução da doença. Além disso, o sarampo, que havia sido eliminado em 2016, voltou a registrar casos em 2019 devido à baixa adesão às campanhas de vacinação.

Debate sobre liberdade individual e saúde pública

O protesto em Pomerode reflete um debate mais amplo entre a liberdade individual dos pais em decidirem sobre a vacinação de seus filhos e a responsabilidade coletiva de manter altas taxas de imunização para prevenir surtos de doenças. Enquanto alguns defendem o direito de escolha, autoridades de saúde enfatizam que a vacinação em massa é crucial para manter a saúde pública e evitar o retorno de enfermidades graves.

Perguntas e Respostas

  1. Por que a deputada Julia Zanatta é contra a obrigatoriedade da vacinação infantil?

Ela acredita que os pais devem ter a liberdade de decidir sobre a vacinação de seus filhos sem sofrer pressões ou sanções de órgãos públicos.

  1. Quais doenças podem ressurgir com a queda na cobertura vacinal?

Doenças como poliomielite e sarampo, anteriormente controladas ou erradicadas no Brasil, correm o risco de retornar devido à baixa imunização.

  1. Qual é a posição das autoridades de saúde sobre a vacinação infantil contra a Covid-19?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina para crianças, e o Ministério da Saúde a incluiu no Programa Nacional de Imunizações, recomendando sua aplicação para a faixa etária de seis meses a cinco anos.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional