Na última sexta-feira (21), o dentista Aristides Costa foi preso em flagrante por fraude de energia elétrica em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (24). Aristides, que também administra um laboratório no mesmo endereço da clínica, utilizava um dispositivo eletrônico para manipular o consumo registrado pelo medidor de energia, reduzindo de forma ilícita o valor da conta.
Investigação técnica e monitoramento confirmam irregularidade
A Energisa e a Polícia Civil monitoraram o local por semanas. No entanto, técnicos da concessionária notaram um padrão de consumo incompatível com a estrutura da clínica, o que levantou suspeitas de fraude.
Durante a fiscalização, os policiais apreenderam o dispositivo e conduziram Aristides Costa para a Delegacia de Roubos e Furtos. O boletim de ocorrência registrou o flagrante com base nas provas técnicas e no depoimento do próprio investigado.
Energisa reage com tecnologia e endurece combate à fraude
A Energisa informou que investe fortemente em inteligência artificial, sensores inteligentes, drones e treinamento especializado para identificar fraudes em tempo real. Além disso, a empresa afirma que rastreia perfis de consumo suspeitos com alta precisão, especialmente em clínicas, comércios e indústrias.
De acordo com a Aneel, o Brasil perde bilhões de reais todos os anos por causa de fraudes e furtos de energia elétrica. Essas perdas impactam diretamente a conta de todos os consumidores.
Justiça pode enquadrar o caso como furto qualificado
A Polícia Civil classificou a ação do dentista como furto mediante fraude, previsto no artigo 155 do Código Penal. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa e obrigação de ressarcir os valores desviados.
O Ministério Público deve analisar o inquérito nos próximos dias e decidir se apresenta denúncia formal. Além disso, a Energisa também deve entrar com ação judicial para cobrar os prejuízos financeiros.
Perguntas frequentes
Observe variações bruscas na conta, ruídos estranhos no medidor e peças não originais dentro da caixa.
Sim. A pena pode chegar a 4 anos de prisão, além de multa e cobrança retroativa.
Sim. O CRO pode abrir processo ético e até cassar o registro profissional.





