O delegado Frederico Murta, chefe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil em Cuiabá, viralizou nas redes sociais ao denunciar a impunidade no sistema penal juvenil brasileiro. Ele gravou um vídeo impactante sobre o assassinato de um adolescente de 14 anos em Cáceres (a 222 km de Cuiabá), que já ultrapassou 1,3 milhão de visualizações no Instagram.
Murta classificou o crime como revoltante e escancarou a fragilidade da lei ao expor a reincidência do assassino, um jovem de 17 anos, já envolvido em outro homicídio em outubro de 2025.
Delegado narra o crime e cobra punição
No vídeo, Fred Murta contou que dois integrantes do Comando Vermelho invadiram uma casa à procura de um rapaz de 19 anos, suposto membro do PCC. Como não encontraram o alvo, eles executaram o irmão mais novo, de apenas 14 anos, a tiros. O delegado não poupou críticas:
“Dois vagabundos entraram na casa duas horas da tarde procurando o irmão dele. Como não acharam, mataram o garoto. Não sei se foi por engano ou por pura maldade.”
A população local capturou um dos suspeitos durante a fuga. O delegado revelou que o jovem, de 17 anos, já havia sido apreendido por homicídio meses antes e voltou às ruas em pouco tempo.
“A lei protege criminosos”, dispara Fred Murta
Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, Murta usou palavras duras para descrever a situação:
“Esse verme já tinha matado antes. Foi apreendido em outubro e já estava solto. Você entende por que eles não têm medo de nada? Porque se forem pegos, não dá em nada. Nem presos podem ser.”
Murta acusa a legislação atual de tratar adolescentes criminosos com indulgência, fortalecer as facções criminosas e transformar a população em refém do medo.
Perguntas frequentes
Delegado da Polícia Civil de MT e chefe da CORE em Cuiabá, Fred Murta ganhou projeção nacional ao criticar a impunidade após a morte de um adolescente em Cáceres.
Criminosos do Comando Vermelho invadiram uma casa para matar um jovem de 19 anos e executaram, por engano, o irmão dele, de 14 anos.
Porque ele denunciou a reincidência de um menor envolvido em homicídio e atacou duramente a legislação penal juvenil, chamando a situação de revoltante.






