A Escola Estadual Carlos Hugueney, localizada em Alto Araguaia (a 422 km de Cuiabá), enfrenta um caso grave de violência escolar. Um grupo de estudantes formou uma organização criminosa inspirada em facções, motivando a agressão a uma colega de classe. A violência ocorreu porque a vítima quebrou uma das regras do grupo. A situação ganhou repercussão após a viralização de um vídeo que mostra o “salve”, uma saudação usada por facções criminosas, sendo feito dentro do ambiente escolar.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 5, 2025
Formação do grupo e regras rígidas
A investigação revelou que um grupo de aproximadamente 20 estudantes, todos menores de idade, decidiu criar uma estrutura semelhante à de facções criminosas. Eles estabeleceram regras rígidas, com líderes e punições para quem desrespeitasse os códigos do grupo. O delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pelo caso, explicou que a criação desse grupo é reflexo da “bandidolatria”, uma cultura de admiração por criminosos que tem se espalhado nas últimas décadas. “Infelizmente, a internet tem permitido o acesso fácil a informações sobre facções, incluindo seus estatutos, o que acaba influenciando jovens em localidades mais distantes”, afirmou o delegado.
Agressão motivada pela quebra de regras
A agressão à jovem foi desencadeada após ela descumprir uma das normas do grupo. Durante o ataque, uma das regras era clara: se a vítima chorasse, a violência aumentaria. As menores envolvidas confirmaram esses detalhes em depoimento à polícia. O delegado também revelou que uma das participantes da agressão foi recentemente abordada por policiais enquanto estava com um adulto envolvido com facções criminosas, e ele portava entorpecentes. Isso reforçou a conexão do grupo com atividades ilícitas.
Perguntas frequentes
Estudantes da Escola Estadual Carlos Hugueney criaram o grupo inspirado em facções criminosas, adotando suas regras e punições internas.
A vítima quebrou uma das regras do grupo e, durante o ataque, chorou, o que intensificou a violência.
Sim, o acesso fácil a informações sobre facções criminosas na internet leva jovens a imitarem comportamentos violentos e formarem grupos semelhantes.


