Um vídeo polêmico que viralizou na internet em março do ano passado, onde três universitárias debocham de uma colega de classe por ter 40 anos, voltou a ganhar destaque recentemente. O episódio, que gerou intensa repercussão nas redes sociais, foi tema de uma questão de conhecimentos gerais no “Enem dos concursos”, aplicado neste domingo (18). Todos os candidatos inscritos para cargos que exigem ensino superior tiveram que responder à pergunta, que trouxe à tona o debate sobre preconceito etário, também conhecido como etarismo.
O caso: universitárias ironizam colega de 40 anos
No vídeo em questão, que rapidamente circulou pela internet no ano passado. Três estudantes universitárias aparecem debochando de uma colega de sala, destacando sua idade como motivo de chacota. Em tom de ironia, uma das alunas inicia o vídeo dizendo: “Gente, quiz do dia: como ‘desmatricula’ um colega de sala?”. Em resposta, outra estudante comenta: “Mano, ela tem 40 anos já. Era para estar aposentada”. O vídeo continua com outra aluna concordando, e a jovem que grava a cena afirma: “Gente, 40 anos não pode mais fazer faculdade. Eu tenho essa opinião”. Elas ainda chegam a afirmar que a mulher “não sabe o que é Google”, reforçando o tom de menosprezo.
O vídeo causou grande indignação nas redes sociais, com milhares de internautas condenando a atitude das estudantes e levantando discussões sobre o etarismo e a necessidade de respeito e inclusão no ambiente acadêmico, independentemente da idade dos estudantes.
Questão do concurso e reflexão sobre o etarismo
Neste domingo (18), o vídeo foi tema de uma questão do “Enem dos concursos”. Exame conhecido por abordar temas atuais e de relevância social em suas questões de conhecimentos gerais. A escolha do episódio para compor o exame gerou repercussão entre os candidatos e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre preconceito etário no Brasil.
A questão levou os candidatos a refletirem sobre o impacto do etarismo na sociedade e como atitudes discriminatórias podem afetar a inclusão de pessoas mais velhas em ambientes educacionais e profissionais. Para muitos, a abordagem do tema em um exame tão importante é uma forma de conscientizar a população sobre a importância de combater o preconceito. Promovendo a igualdade de oportunidades para todas as faixas etárias.
Repercussão e críticas nas redes sociais
Após a aplicação do concurso, o tema voltou a circular nas redes sociais. Onde muitos elogiaram a escolha do vídeo como tema de uma questão no “Enem dos concursos”. Internautas ressaltaram a importância de discutir o etarismo e destacaram que o ambiente acadêmico deve ser um espaço de inclusão e respeito. Sem discriminação por idade.
“É um absurdo que, em pleno século 21, ainda existam pessoas que acreditem que a idade define quem pode ou não estudar”. Escreveu um usuário no Twitter. Outros comentaram que a decisão de incluir a questão no exame foi acertada, pois o tema do preconceito etário ainda é pouco debatido. Apesar de ser uma realidade para muitas pessoas que decidem voltar aos estudos após os 40 anos.
No entanto, algumas críticas também surgiram, com internautas afirmando que o caso não deveria ter sido utilizado em um concurso. Pois pode ser uma lembrança dolorosa para a pessoa que sofreu o ataque. Apesar disso, a maioria das opiniões foi favorável à escolha, ressaltando a importância de se discutir questões sociais no contexto de exames públicos.
Etarismo: um preconceito silencioso
O etarismo é uma forma de discriminação baseada na idade, e pode se manifestar de diferentes maneiras. Tanto em ambientes acadêmicos quanto no mercado de trabalho e em interações sociais. No caso do vídeo das universitárias, o preconceito foi dirigido a uma colega que, aos 40 anos, decidiu retomar os estudos. Esse tipo de atitude reflete a visão equivocada de que apenas jovens têm lugar na faculdade, desconsiderando a realidade de muitas pessoas que. Por diferentes motivos, decidem estudar ou se qualificar em fases mais avançadas da vida.
O debate sobre o etarismo, especialmente no ambiente acadêmico. É fundamental para garantir que todos os indivíduos tenham as mesmas oportunidades de acesso à educação, independentemente de sua idade. Em muitos casos, pessoas mais velhas enfrentam desafios ao retomar os estudos, seja por questões financeiras, familiares ou mesmo pela falta de incentivo. O preconceito, como o registrado no vídeo, apenas reforça essas barreiras e dificulta a inclusão.
O vídeo viral que mostrou universitárias debochando de uma colega de 40 anos por estar na faculdade serviu como tema de uma questão do “Enem dos concursos” e reacendeu o debate sobre o etarismo no Brasil. Muitos viram a escolha da situação para compor o exame como uma oportunidade de refletir sobre o preconceito baseado na idade e a necessidade de promover mais inclusão e respeito nos ambientes educacionais.
A repercussão do caso nas redes sociais destacou a importância de conscientizar a sociedade sobre o etarismo e de combater atitudes que marginalizam pessoas mais velhas em espaços acadêmicos. Independentemente da idade, todos têm o direito de buscar educação e qualificação. E discutir o tema em um concurso público ajuda a ampliar essa mensagem e promover um ambiente mais justo e igualitário.





