Cursos liderados por médica cuiabana redefinem padrões clínicos no Hospital Municipal de Juara; veja vídeo

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A Prefeitura de Juara contratou a médica intensivista Karla Lorena para atuar no Hospital Municipal e, desde então, a profissional iniciou um processo interno de revisão, diagnóstico e reorganização das rotinas assistenciais. Ao assumir a escala médica, ela analisou atendimentos, fluxos e documentos institucionais e constatou irregularidades, protocolos desatualizados e condutas adotadas de forma individualizada […]

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A Prefeitura de Juara contratou a médica intensivista Karla Lorena para atuar no Hospital Municipal e, desde então, a profissional iniciou um processo interno de revisão, diagnóstico e reorganização das rotinas assistenciais. Ao assumir a escala médica, ela analisou atendimentos, fluxos e documentos institucionais e constatou irregularidades, protocolos desatualizados e condutas adotadas de forma individualizada pelos profissionais. A partir dessa leitura, Karla apresentou sugestões à gestão municipal, estruturou novos treinamentos e começou a desenvolver protocolos clínicos unificados.

Reprodução: Radio Tucunaré 89,3 FM

Diagnóstico revela condutas divergentes e riscos assistenciais

Segundo Karla, o primeiro passo consistiu em mapear atendimentos recorrentes, identificar situações críticas e entender por que decisões semelhantes resultavam em condutas diferentes. Ela observou que não faltavam profissionais capacitados, mas sim alinhamento técnico. Durante a análise, a médica encontrou protocolos arquivados e pouco aplicados na prática, além de fluxos que variavam de acordo com o plantão. Para ela, essa falta de padronização compromete a segurança do paciente e dificulta a continuidade do cuidado.

Criação de protocolos e reorganização do atendimento

Diante das falhas constatadas, Karla apresentou à Prefeitura um plano de correção baseado em evidências científicas e diretrizes atualizadas. O trabalho incluiu desenvolver protocolos claros, criar fluxos de atendimento desde a triagem até a internação e padronizar condutas terapêuticas. A médica defende que um protocolo só existe quando a equipe conhece, treina e aplica, e não quando permanece guardado em pastas administrativas. Com isso, ela iniciou a validação de cada documento junto aos profissionais responsáveis por executá-lo, garantindo participação coletiva na construção das mudanças.

Treinamentos médicos ganham novo formato no hospital

Após a aprovação da gestão municipal, Karla organizou ciclos de capacitação voltados ao corpo clínico e às equipes de apoio. Os treinamentos abordam casos prevalentes, manejo de urgência, comunicação entre setores e atualização de práticas assistenciais. A proposta busca reduzir erros, aumentar a eficiência e garantir que todos os profissionais respondam às situações de forma semelhante, independentemente do horário, especialidade ou escala. A médica afirma que a reformulação não busca apontar culpados, mas corrigir fragilidades estruturais e transformar o hospital em um ambiente previsível do ponto de vista clínico.

O processo ainda está em andamento, e a Prefeitura acompanha a implementação. A expectativa é que o impacto seja gradual, com melhora na organização interna, redução de divergências e maior clareza nos atendimentos realizados pela rede municipal de saúde.

Perguntas frequentes:

O que motivou a mudança no hospital?

A identificação de condutas individualizadas e necessidade de padronização.

Quem participa dos treinamentos?

Profissionais da rede municipal, incluindo médicos e equipes de enfermagem.

Os novos protocolos já estão em vigor?

Sim, porém passam por implantação gradual e contínua.

Amanda Almeida

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