Neste domingo (6), o Rio de Janeiro se tornou palco de um dos encontros mais estratégicos do cenário internacional: a Cúpula do Brics 2025. O evento reúne chefes de Estado e representantes de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e, agora, também de Arábia Saudita, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o encontro promete colocar em evidência os interesses do Sul Global frente aos desafios de desenvolvimento e geopolítica global.
A expansão do grupo marca um novo momento. Com países-chave da Ásia, África e Oriente Médio, os Brics representam atualmente mais de 45% da população mundial e cerca de um terço do PIB global. O objetivo da edição de 2025 é consolidar parcerias econômicas e ampliar o alcance diplomático das nações em desenvolvimento.
Cooperação em foco: alianças além da economia
A proposta é ir além das trocas comerciais, priorizando também a colaboração em áreas como transição energética, combate à fome, saúde pública e educação. A presidente da Comissão Econômica da União Africana, Josefa Sacko, enfatizou que “a união entre os países do Sul Global é vital para reequilibrar a ordem internacional e garantir que os recursos sejam usados de forma mais justa e sustentável”.
Novo Banco de Desenvolvimento ganha protagonismo
Outro ponto central da Cúpula 2025 é a atuação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. O NBD terá papel fundamental no financiamento de projetos de infraestrutura e sustentabilidade entre os países membros, com foco especial em iniciativas ambientais e redução das desigualdades sociais.
Brasil como articulador estratégico
Ao sediar a cúpula, o Brasil reforça sua posição como articulador do bloco e defensor da multipolaridade internacional. Além dos discursos políticos, a cidade do Rio recebeu diversos eventos paralelos, incluindo painéis com empresários, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
Perguntas e respostas
Dilma Rousseff lidera o Novo Banco de Desenvolvimento, responsável por financiar projetos entre os países do bloco.
Combate à fome, saúde pública, transição energética e educação foram temas centrais na pauta.
A ampliação fortalece o poder de negociação do Sul Global e amplia a diversidade geopolítica do grupo.



