Na vitória sobre o União Rondonópolis, o Cuiabá não brilhou ofensivamente, mas foi cirúrgico. Após somar 51 finalizações nos dois jogos anteriores sem marcar, a equipe precisou de apenas nove tentativas para balançar as redes duas vezes e vencer um adversário que até então não havia sofrido gols no campeonato. Para o técnico Eduardo Barros, isso comprova a imprevisibilidade do futebol: “Nem sempre quem mais produz vence, mas a entrega e os ajustes táticos fizeram a diferença.”
Base ganha espaço e cobrança precoce preocupa
O confronto também evidenciou o espaço crescente da base no elenco profissional. Eliel marcou duas vezes e Lorenzo deu assistência, mas este último foi criticado ainda no início da partida por uma parte da torcida. “Alguns enxergam processo, outros só o resultado”, afirmou Barros. Para o treinador, oscilações são naturais nessa transição, e o clube precisa proteger seus jovens atletas — seja com paciência ou com tempo em campo.
Esquema tático sob pressão e pré-temporada adiada
Com pouco tempo entre os jogos e um elenco ainda em formação, Barros tem feito ajustes táticos pontuais. A ausência de peças-chave, como David, e o desgaste acumulado dificultam mudanças estruturais. “A verdadeira pré-temporada será em junho”, alertou o treinador. Até lá, o foco é montar a melhor estrutura possível para cada jogo, explorando ao máximo as características individuais dos atletas.
Perguntas e respostas:
Porque a eficiência supera o volume de jogo, principalmente quando há equilíbrio defensivo.
Que talento exige tempo, e vaias prematuras podem inibir promessas em formação.
Ele encurta o tempo de treino e empurra os clubes para decisões táticas de curto prazo.









