Cristiano Dresch critica dívidas no futebol e acusa Santos e Vasco de “estelionato esportivo”; veja vídeo

AssCom Dourado
Marcos Feitosa

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, elevou o tom contra clubes que acumulam pendências financeiras e defendeu punições esportivas mais duras para equipes que deixam de cumprir compromissos. Em entrevista à ESPN, o dirigente afirmou que o transfer ban não produz efeito suficiente e sugeriu a perda de pontos como mecanismo de punição. Dresch direcionou críticas principalmente a Santos, Corinthians e Vasco e usou a expressão “estelionato esportivo” ao falar sobre Santos e Vasco. A declaração representa uma avaliação do presidente do Cuiabá, e não uma conclusão de órgão esportivo ou judicial sobre os clubes citados. As informações são do site Olhar Esportivo.

Dresch cobra punições com impacto na tabela

O dirigente argumentou que o atual sistema permite que clubes mantenham pendências financeiras enquanto continuam movimentando o mercado. “Esse problema existe porque nós vivemos num mercado que não tem nenhum tipo de regulação e, o pior de tudo, não tem punição”, declarou Dresch. Na avaliação do presidente, a perda de pontos exerceria uma pressão maior sobre os devedores. “O transfer ban está se mostrando insuficiente. A gente precisa que tenha perda de pontos. Acho que, se o Corinthians tivesse sido ameaçado de perder três pontos na tabela, esse dinheiro já teria saído de algum lugar”, disse.

Presidente faz críticas a Santos e Vasco

Dresch também direcionou críticas ao Santos e ao Vasco ao relacionar pendências financeiras com a disputa esportiva na Série A. “O Santos é da mesma forma. A gente vê o Santos, o Vasco também, que tem um calote gigantesco, vão permanecer na Série A esse ano através de um estelionato esportivo”, afirmou. No caso do Santos, a CNRD condenou o clube a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá. A cobrança envolve a compra do zagueiro Joaquim e a participação do Dourado na posterior transferência do defensor ao Tigres, do México. O Santos ainda pode recorrer da decisão.

Dívida de R$ 18,6 milhões aumenta insatisfação

Segundo o Cuiabá, a última parcela do acordo original com o Santos venceu em janeiro de 2025. O Dourado afirma que renegociou o débito, mas recebeu somente a primeira de cinco novas parcelas. Dresch também questionou a capacidade de clubes devedores continuarem contratando jogadores enquanto mantêm valores pendentes. “Como é que um clube que está devendo R$ 18 milhões para o Cuiabá contrata um jogador pagando R$ 2 milhões, como o Santos contratou agora o Arthur, Cebolinha, que vão fazer a diferença na tabela de classificação?”, questionou. A posição de Dresch amplia a discussão sobre os mecanismos que o futebol brasileiro utiliza para cobrar dívidas entre clubes e sobre a proposta defendida pelo dirigente de vincular essas pendências a sanções esportivas.

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