A disputa política em Várzea Grande ganhou novos capítulos nesta semana após o embate entre o vereador Samir Japonês (PL) e a prefeita Flávia Moretti (PL). O motivo é a crise de abastecimento de água que afeta o município há décadas, mas que agora se transformou em arma política. Durante sessão na Câmara, Samir fez um discurso inflamado e chamou a prefeita de “mentirosa”, responsabilizando-a pela falta d’água. A resposta veio rápida. Em nota oficial, a secretária de Governo, Carol Mello, saiu em defesa de Flávia e classificou as falas do parlamentar como “violência política de gênero”. Segundo ela, o ataque foi pessoal, injusto e desrespeitoso, ultrapassando o limite do debate público.
A defesa da gestão
Carol Mello afirmou que a prefeita vem enfrentando de forma técnica e transparente um problema histórico, e que a atual administração está executando o maior pacote de obras e investimentos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) das últimas décadas. São mais de R$ 41 milhões aplicados em dez frentes de trabalho, como ampliação da rede de captação, construção de reservatórios e aquisição de equipamentos modernos.

A secretária destacou ainda que foi contratada a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para realizar um diagnóstico financeiro e estrutural do DAE, visando uma futura concessão. Segundo ela, “em menos de um ano, avançamos mais do que em gestões inteiras”.
A crise que ultrapassa o cano
O problema da água em Várzea Grande é antigo e afeta a população há mais de 40 anos. Mesmo com os investimentos anunciados, bairros ainda convivem com torneiras secas e caminhões-pipa. O tema é sensível e tem se tornado combustível para disputas políticas dentro e fora da Câmara.
A fala de Samir, embora tenha sido recebida com indignação por aliados da prefeita, encontrou eco entre moradores frustrados com a lentidão das soluções. A secretária, no entanto, argumenta que os avanços são reais e que “quem politiza o sofrimento do povo atrapalha o trabalho de quem está tentando resolver o problema”.
A batalha política e institucional
O caso agora provoca um debate mais amplo sobre o limite das críticas e o respeito institucional entre os Poderes. Carol Mello reforçou que a prefeita “não está em guerra com ninguém, mas lutando para garantir que cada morador tenha água nas torneiras”. Enquanto isso, a população aguarda que as promessas saiam do papel e que a disputa política dê lugar a resultados concretos.
Perguntas e respostas
Ainda não. As obras estão em andamento e devem apresentar resultados graduais.
Porque o ataque foi direcionado à pessoa da prefeita, com tom depreciativo, e não apenas à gestão pública.
Sim. Se as obras não melhorarem o abastecimento, o desgaste pode comprometer sua popularidade e alianças.









