A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos enfrenta uma crise financeira sem precedentes, culminando no atraso salarial de parte de seus funcionários em janeiro de 2025. Desde 1969, os salários são pagos no último dia útil do mês, conforme acordo trabalhista. Contudo, este compromisso foi rompido recentemente, gerando apreensão entre os colaboradores.

Prejuízo recorde e risco de insolvência
Em 2024, os Correios registraram um prejuízo histórico de R$ 3,2 bilhões, representando 50% do déficit total de 20 estatais federais. Este cenário alarmante levanta preocupações sobre a solvência da empresa e sua capacidade de honrar compromissos financeiros futuros.
Centralização do RH: solução ou problema?
A atual gestão estadual implementou a recente centralização dos serviços de Recursos Humanos em Minas Gerais, e especialistas apontam essa medida como uma das principais causas dos atrasos salariais enfrentados pelos servidores públicos. Anteriormente, estados como São Paulo e Rio de Janeiro mantinham sedes próprias de RH, o que facilitava a gestão local e agilizava processos como pagamentos, benefícios e contratações. No entanto, a mudança para um modelo centralizado em Minas Gerais gerou uma série de falhas operacionais, incluindo lentidão na execução de tarefas, falta de comunicação entre setores e dificuldades técnicas.
Reações e medidas adotadas
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) protocolou um ofício cobrando explicações da direção e planeja acionar a Justiça pelo descumprimento do acordo trabalhista. A administração dos Correios atribuiu os atrasos a “inconsistências” em algumas rubricas e dados bancários desatualizados, afetando 124 pagamentos. O sindicato contesta esses números e exige soluções imediatas.
Perguntas e Respostas
- Qual foi o prejuízo registrado pelos Correios em 2024?
A estatal registrou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024.
- O que motivou o atraso salarial dos funcionários em janeiro de 2025?
A centralização dos serviços de Recursos Humanos em Minas Gerais e falhas operacionais subsequentes.
- Quais medidas o sindicato pretende tomar diante dos atrasos salariais?
Protocolar ofício cobrando explicações e acionar a Justiça por descumprimento do acordo trabalhista.






