A escultura “Desconectados”, do artista Beto Gatti, acabou virando alvo de criminosos em Niterói (RJ). A obra, instalada na Praça Arariboia como parte da exposição “Primórdios Digitais”, vai ser retirada nesta quinta-feira (17) após dois furtos consecutivos.
Veja vídeo:
Criminosos furt@m celulares de esculturas em praça; veja vídeo pic.twitter.com/AO5IdWzl46
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 17, 2025
Obra que criticava vício digital virou alvo de vandalismo
Apesar de a retirada já estar prevista no cronograma da exposição, a Secretaria das Culturas de Niterói decidiu antecipar a remoção da escultura devido aos constantes ataques. A peça provocava reflexão sobre a dependência tecnológica e chamava atenção pelo simbolismo dos macacos com celulares nas mãos.
O vandalismo, no entanto, comprometeu a proposta artística e interrompeu a experiência pública da intervenção. Em menos de uma semana, vândalos arrancaram os celulares das mãos dos macacos metálicos que compõem a instalação. Notaram o último furto na terça-feira (15).
Segurança falha e ausência de registro policial
Após o primeiro furto, a Guarda Municipal reforçou as rondas na praça e o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) passou a investigar os responsáveis. Mesmo com o reforço na vigilância, o segundo furto ocorreu poucos dias depois. A Polícia Militar confirmou que não registraram o crime oficialmente no 12º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da área, o que pode dificultar ainda mais a identificação dos culpados.
Apenas uma versão da obra continuará exposta
Com a remoção da peça de Arariboia, a cidade manterá apenas a escultura idêntica instalada diante do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Informaram o artista Beto Gatti da retirada antecipada e lamentou os danos causados à sua obra, cujo objetivo era justamente promover uma crítica ao comportamento digital das pessoas nas cidades.
Perguntas frequentes:
O artista é Beto Gatti, conhecido por intervenções urbanas com críticas sociais.
Sim, pelo menos da Praça Arariboia. Apenas a obra em frente ao MAC continuará exposta.
Até agora, não identificaram os criminosos e não registraram o caso formalmente no 12º BPM.









