Criminosos invadiram duas residências, fizeram familiares reféns e executaram o adolescente Kauã Silva Araújo, de 16 anos, na madrugada desta quarta-feira (16), em Pontes e Lacerda (MT). A ação envolveu roubo, cárcere privado e homicídio. A Polícia Civil apura se a execução tem ligação com disputas entre facções criminosas.
Os bandidos começaram o ataque por volta das 3h30, quando invadiram a casa do pai e da madrasta de Kauã. Eles procuraram o adolescente, não o encontraram e amarraram os dois moradores. Em seguida, roubaram um Toyota Corolla Cross branco e deixaram o local com destino à casa da mãe e do avô do jovem.
Bandidos invadem segunda casa e matam Kauã com vários tiros
Ao chegar à segunda residência, os criminosos localizaram Kauã e o executaram com diversos disparos a curta distância. Eles atiraram várias vezes, atingindo o jovem em um dos cômodos da casa. A equipe da Polícia Militar que chegou logo após o crime encontrou o corpo do adolescente caído de bruços e com perfurações múltiplas. Os policiais isolaram a área e chamaram os peritos e a equipe da Polícia Judiciária Civil para iniciar os procedimentos.
A perícia recolheu os vestígios na cena do crime, enquanto os investigadores começaram a ouvir testemunhas. Os criminosos fugiram novamente após a execução e abandonaram o carro roubado sob a ponte do Rio Guaporé, na região da Beira Rio, horas depois.
Polícia acredita em motivação ligada a facções criminosas
Sobretudo os investigadores já tratam o crime como uma possível execução encomendada. A forma como os bandidos planejaram a ação, a busca direcionada por Kauã e a violência dos disparos levantaram a suspeita de que facções criminosas estejam por trás do ataque. As autoridades trabalham para identificar os autores, cruzam informações e buscam imagens de câmeras da região.
O crime ampliou o sentimento de medo entre os moradores de Pontes e Lacerda. Por fim a cidade enfrenta crescente presença do crime organizado, e a morte de um adolescente dentro de casa intensificou os pedidos da população por mais segurança e respostas imediatas.
Perguntas frequentes:
As autoridades ainda não efetuaram nenhuma prisão.
A polícia trabalha com essa hipótese, mas ainda não confirmou oficialmente.
Os criminosos abandonaram o veículo sob a ponte do Rio Guaporé após a fuga.









