A Polícia Militar de Mato Grosso desmontou um “escritório do golpe” na manhã de quarta-feira (08), às 9h30, no bairro Despraiado, em Cuiabá. A guarnição atendeu solicitação da oficial de Justiça Larissa Amorim e apoiou o cumprimento de mandado de busca e apreensão de um Toyota Yaris branco. Ao chegar, os policiais flagraram suspeitos operando celulares e cartões bancários para aplicar golpes.
Os policiais viram Brunno correr para dentro da residência e iniciaram acompanhamento imediato. No interior do imóvel, a equipe encontrou vários celulares sobre a mesa e suspeitos executando fraudes digitais em tempo real. A guarnição identificou o ambiente como estrutura organizada para golpes em plataformas de compra e venda, prática conhecida como “golpe da OLX”.
Vanessa também tentou fugir ao perceber a presença policial, mas a equipe a localizou em um quarto. Os policiais apreenderam uma porção de substância análoga à maconha, uma TV de 55 polegadas e um aparelho de som. Vanessa afirmou que comprou os itens com dinheiro obtido nos golpes, reforçando os indícios de atividade criminosa contínua.
Polícia identifica líder do grupo e apreende bens adquiridos com dinheiro ilícito
A investigação no local apontou Damisson como líder do esquema. Ele declarou que comprou um Toyota Corolla com recursos das fraudes. A equipe checou os dados e confirmou um mandado de prisão ativo contra ele, expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá, o que agravou a situação jurídica do suspeito.
Lucas afirmou ser dono do Toyota Yaris alvo do mandado judicial. Os policiais cumpriram a ordem, apreenderam o veículo e o encaminharam ao pátio do banco Sicredi. Durante as buscas, a equipe encontrou anotações com senhas bancárias, dados de aplicativos e informações de transferências dentro da capa de um celular, elemento chave para rastrear vítimas e movimentações financeiras.
Brunno, Lucas e Damisson resistiram à prisão. A guarnição utilizou força física moderada e algemas para contê-los. Damisson tentou quebrar o próprio celular para destruir provas, mas os policiais impediram. A equipe encaminhou todos os suspeitos à Central de Flagrantes; Brunno apresentou escoriações causadas pela resistência.
Crimes incluem estelionato e associação criminosa
A Polícia Civil deve enquadrar os suspeitos por estelionato (art. 171 do Código Penal), associação criminosa (art. 288) e resistência (art. 329), além de possível infração à Lei de Drogas. As penas podem ultrapassar 10 anos de prisão, conforme o avanço das investigações e a comprovação da participação de cada envolvido.
Autoridades alertam para o crescimento de golpes digitais em Mato Grosso. Criminosos usam plataformas online, manipulam vítimas e exploram dados bancários.
Criminosos simulam negociações online, enganam vítimas e induzem transferências bancárias com falsas garantias de compra ou venda.
As autoridades enquadram esses casos como estelionato, associação criminosa e, em alguns casos, lavagem de dinheiro.
Qualquer pessoa pode ligar para o Disque 181 ou acionar o 190 em situações urgentes, sem precisar se identificar.






