A Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça revelaram que o crime organizado sofreu um prejuízo de R$ 5,8 bilhões em 2024. Esse valor representa um aumento de 70% em relação aos R$ 3,3 bilhões registrados no ano anterior. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que as ações de combate enfraqueceram de forma significativa as estruturas financeiras dessas organizações criminosas.
Crime organizado sofre baixa de R$ 5,8 bilhões em 2024: o que isso significa?
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 30, 2025
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A PF apresentou os dados durante um evento realizado nesta quarta-feira (29/1), em Brasília. O diretor da instituição, Andrei Rodrigues, informou que os números ainda podem subir nos próximos dias, pois a equipe aguarda a homologação de novas apreensões. As operações realizadas desarticulam os fluxos financeiros, resultando em confiscos de grandes somas de dinheiro, veículos de luxo, aeronaves e outros bens.
Operações visam neutralizar a logística e o financiamento
As ações da PF não se limitam a confiscar bens. Os agentes reforçam a vigilância nas fronteiras e combatem crimes ambientais que sustentam financeiramente algumas organizações criminosas. Essa abordagem integrada busca impedir que os recursos ilícitos continuem a circular, dificultando a recuperação das quadrilhas.
Durante o último ano, as operações bloquearam canais logísticos usados para o tráfico de drogas e armas, além de desarticularem redes de lavagem de dinheiro. Com essas iniciativas, as autoridades aumentam a pressão sobre o crime organizado, o que pode levar a prejuízos ainda maiores nos próximos anos.
Revisão de dados corrige erros do passado
A PF também enfrentou críticas sobre erros em registros anteriores. Em 2023, reportagens apontaram que o sistema da instituição superavaliou bens apreendidos, como veículos e aeronaves. Questionado sobre essas falhas, o diretor Andrei Rodrigues garantiu que os números passaram por uma revisão detalhada. A equipe agora assegura a precisão das informações e trabalha para corrigir balanços de anos anteriores.
Essas correções fortalecem a transparência das operações e elevam a confiança nas estatísticas apresentadas pela PF. O compromisso com a revisão dos dados reforça a seriedade das ações de combate ao crime organizado.
R$ 5,8 bilhões.
A PF bloqueou recursos financeiros e enfraqueceu a logística das operações criminosas.
Revisou registros de bens apreendidos e ajustou os valores para refletir preços reais de mercado.









