Os crimes ligados a fraudes fiscais cresceram de forma expressiva em Mato Grosso após a pandemia. Segundo o delegado Walter Fonseca, titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), a virtualização de serviços abriu brechas para golpes.
Criminosos usam CPFs de terceiros para criar empresas laranjas e emitir notas fiscais frias, o que facilita a sonegação de impostos.
Digitalização acelera golpes e reduz barreiras
A pandemia impulsionou a abertura digital de empresas, a assinatura eletrônica de contratos e a emissão online de documentos fiscais. Esse avanço trouxe agilidade ao setor produtivo. No entanto, também reduziu barreiras de controle.
De acordo com Fonseca, grupos criminosos perceberam que poderiam operar com mais rapidez e menor exposição. Eles criam empresas fictícias, movimentam valores altos em curto prazo e encerram as atividades antes que o fisco identifique irregularidades. Em muitos casos, as vítimas só descobrem o golpe ao receber cobranças ou intimações.
CPFs usados sem autorização preocupam autoridades
O uso indevido de dados pessoais se tornou peça-chave nesse tipo de crime. Criminosos acessam informações vazadas e registram empresas em nome de terceiros. O problema ganhou escala nacional após sucessivos vazamentos de dados registrados nos últimos anos.
Além do prejuízo financeiro ao Estado, a prática afeta diretamente cidadãos que precisam provar que não participaram das fraudes. Por isso, a Defaz reforça a importância de monitorar o CPF e desconfiar de comunicações suspeitas.
Estado reforça fiscalização e alerta população
Diante do avanço das fraudes fiscais em Mato Grosso, a polícia intensificou investigações e ampliou o cruzamento de dados eletrônicos. O objetivo é identificar padrões e desarticular grupos organizados.
Fonseca defende mais educação digital e medidas preventivas. Ele alerta que a população deve proteger dados pessoais e adotar autenticação em dois fatores sempre que possível.
Fraude fiscal é o crime de enganar o Fisco para reduzir ou eliminar o pagamento de impostos.
Monitorar o CPF, evitar compartilhar dados e reforçar a segurança digital.
A legislação brasileira prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa.








