Uma mulher de 31 anos sofreu tentativa de feminicídio na noite de sexta-feira (27), às 20h10, no bairro Pinheiros, em Sorriso (MT). O corretor Bruno Pianesso, 32, aparece como principal suspeito. Ele não aceitou o fim do relacionamento.
A Polícia Militar informou que a vítima recebeu ameaças antes do crime. O suspeito afirmou que ela não ficaria com mais ninguém. A fala reforça o contexto de controle e violência.
Suspeito atira e persegue vítima pelas ruas
A vítima voltou à residência para buscar roupas e sair com os filhos. Quando deixava a garagem com um Toyota Corolla, o suspeito chegou em uma Fiat Toro, retirou o filho de 4 anos do colo dela e iniciou os disparos.
Os tiros atingiram pneu, para-brisa e lateral do carro. Mesmo ferida, a mulher dirigiu e fugiu. O suspeito perseguiu a vítima até a Avenida Porto Alegre.
Ela conseguiu chegar à UPA e pediu socorro. Um disparo atingiu a região do seio direito. A equipe médica mantém a vítima em atendimento.
Polícia apreende arsenal e identifica fuga
Policiais militares entraram na casa do suspeito e apreenderam mais de 3,6 mil munições, carregadores e um cofre. Em outro endereço, equipes recolheram uma pistola 9mm, um rifle .22 e uma espingarda calibre 12.
O suspeito possui registro como CAC. A polícia investiga uso irregular das armas, com base no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).
O sistema Vigia Mais MT mostrou que terceiros ajudaram na fuga. A polícia prendeu um homem por favorecimento pessoal.
Clube de tiro expulsa suspeito imediatamente
O Clube de Tiro .45 de Sorriso expulsou Bruno Pianesso do quadro de associados. A diretoria afirmou que o comportamento violou normas internas e princípios legais.
A entidade declarou que não aceita violência nem uso indevido de armas. Também informou que colabora com as autoridades.
É quando alguém tenta matar uma mulher por razões de gênero, geralmente ligadas a violência doméstica ou relação íntima.
Qualquer pessoa pode denunciar, inclusive vizinhos ou familiares, mesmo sem autorização da vítima.
Sim, desde que cumpra exigências legais. O uso fora das regras pode gerar crimes e perda do registro.



