Após cinco dias de tensão finalmente resgataram o corpo de Juliana Marins, jovem de 26 anos que morreu após cair durante uma trilha. Juliana estava desaparecida desde sexta-feira (20) e foi localizada a cerca de 600 metros abaixo de um ponto da trilha, em uma região de difícil acesso, o que dificultou as tentativas de salvamento.
Momento em que içam o corpo da vítima para cima; veja vídeo:
Resgate manual após clima impedir uso de helicóptero
A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) confirmou que as equipes não conseguiram utilizar helicóptero por conta das más condições climáticas. Como alternativa, os socorristas optaram por um resgate manual com uso de cordas e maca. O processo levou dias e exigiu grande esforço físico em terreno montanhoso, com neblina constante e clima instável.
Família acusa atraso e promete buscar justiça
A família de Juliana, por meio do perfil @resgatejulianamarins no Instagram, afirmou que a brasileira teria sobrevivido caso o resgate tivesse ocorrido no prazo estimado de sete horas. Em nota pública, classificou a atuação como “negligente” e prometeu acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos. “Juliana merecia mais. Vamos buscar justiça por ela”, publicou a família.
Especialistas apontam falhas, mas ponderam sobre dificuldades
Especialistas em montanhismo consultados pela BBC afirmaram que, embora o equipamento usado pelas equipes possa ter sido inadequado, a demora não necessariamente se deu por negligência. As condições extremas da montanha e o clima imprevisível complicaram cada etapa do resgate. A Basarnas, por sua vez, defendeu a operação e publicou imagens do terreno, reforçando os desafios enfrentados.
Perguntas frequentes:
Ela despencou em uma área de difícil acesso do monte Rinjani, na Indonésia.
Sim, acusou a equipe de negligência e prometeu buscar reparação judicial.
Não. O mau tempo impediu o uso de transporte aéreo.



