Populares avistaram, na manhã desta segunda-feira (22), um corpo masculino boiando no Rio Cuiabá, próximo à Orla do Porto, em Cuiabá (MT). Assim que perceberam a presença do cadáver, eles acionaram o Corpo de Bombeiros, que realizou o resgate em uma área visível da Avenida Beira Rio.
O corpo vestia uma tornozeleira eletrônica, o que levantou imediatamente a suspeita de que a vítima cumpria medidas judiciais. Os bombeiros retiraram o corpo da água e isolaram o local até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Peritos analisam indícios de morte violenta
Peritos identificaram possíveis lesões no corpo, o que pode confirmar uma morte violenta. A equipe da DHPP colheu as primeiras evidências e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), que já iniciou os exames de necropsia.
Os investigadores trabalham com a hipótese de homicídio e analisam os últimos registros da tornozeleira eletrônica. A polícia busca entender a trajetória da vítima nas horas que antecederam o óbito.
Tornozeleira pode apontar os últimos passos da vítima
A tornozeleira eletrônica pode fornecer dados cruciais sobre a movimentação da vítima. Se o dispositivo estiver ativo, os dados de geolocalização poderão revelar encontros, deslocamentos e até o local onde a vítima pode ter sido morta antes de ser jogada no rio.
O uso da tornozeleira indica que a vítima provavelmente enfrentava processo judicial ou cumpria pena em regime semiaberto. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil monitora mais de 50 mil pessoas com tornozeleiras eletrônicas — muitas delas reincidentes em crimes graves.
Perguntas frequentes
Ainda não identificaram a vítima, mas ela usava tornozeleira eletrônica.
Sim, o monitoramento eletrônico pode revelar os últimos passos da vítima.
A polícia suspeita de homicídio por causa das lesões no corpo.



