O Coritiba aproveitou a conquista do título da Série B de 2025 para provocar o maior rival, o Athletico Paranaense, de forma sutil, mas certeira. Durante a comemoração, uma faixa exibida por jogadores e comissão técnica chamou a atenção: “Jesus é o ponto mais alto da glória de Deus.” O recado não foi direto, mas o contexto deixou claro o destino da cutucada: o Furacão.
Mensagem com endereço certo
A frase religiosa, usada anteriormente na final do Paranaense de 2003, reacendeu a rivalidade ao trazer um contraste com o rótulo que muitos atleticanos assumem há décadas: o de “clube do Diabo”. A provocação ganha força ao lembrar que o Athletico foi rebaixado para a Série B neste ano, apesar da campanha do chamado “pacto”, que buscava união da torcida na reta final da Série A de 2024. O Coritiba, por outro lado, subiu como campeão, deixando a resposta nas entrelinhas — e nos gramados.
Jesus humilha o satanás! 🙏💚☝️
— Coritiba (@Coritiba) November 25, 2025
📸 JP Pacheco | Coritiba pic.twitter.com/N7Oyx2Inxg
Revolta antiga e um padre no CT
Em meio à má fase, o Athletico chegou a contratar um padre para abençoar o CT do Caju e a Arena da Baixada, em uma tentativa simbólica de afastar a maré ruim. A medida virou piada entre torcedores rivais e foi lembrada durante a comemoração coxa-branca em um bar em frente ao Couto Pereira. Lá, dirigentes e jogadores entoaram cânticos provocativos, inflamando a torcida com referências ao rebaixamento do Furacão.
Do porco com maçã verde ao deboche ao vivo
O vídeo do “pacto” atleticano, que usava um porco com maçã verde na boca — alusão direta ao Atletiba da Páscoa de 1995 — também voltou à tona. Para muitos torcedores do Coxa, a faixa com a frase religiosa foi uma resposta elegante e simbólica àquela provocação antiga. No futebol paranaense, as rivalidades não morrem. Elas se reciclam, com ironia, memória e um toque de vingança.
Perguntas e respostas:
Por influência de torcedores e símbolos adotados pelo próprio clube, como a figura do capeta no mascote.
É uma exaltação religiosa usada para provocar o rival, em contraste com o apelido do Athletico.
Foi uma mobilização feita pelo clube para evitar o rebaixamento em 2024, mas não teve sucesso.



