O embaixador André Corrêa do Lago, nomeado nesta terça-feira (21/1) como presidente da COP30, destacou a importância dos Estados Unidos nas discussões sobre mudanças climáticas. Durante o anúncio de sua nomeação, o embaixador avaliou que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris terá um “impacto significativo” no evento, previsto para acontecer entre 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará.
COP30 em Belém: EUA são tratados como “ator essencial” no combate às mudanças climáticas
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 21, 2025
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Papel essencial dos EUA na COP30
Para o embaixador, os Estados Unidos exercem um papel crucial nas discussões climáticas globais. “Os Estados Unidos são um ator essencial porque, não só é a maior economia, mas um dos maiores emissores e um dos países que tem trazido respostas à mudança do clima com tecnologia”, afirmou. Apesar da saída do Acordo de Paris, Corrêa do Lago acredita que ainda existem “canais abertos” para o diálogo. Ele ressaltou que o país permanece membro da Convenção do Clima, o que permite articulações alternativas.
O evento, que reúne chefes de Estado, cientistas, ONGs e representantes da sociedade civil, terá como foco a redução de emissões de gases de efeito estufa, a adaptação às mudanças climáticas e o financiamento para ações climáticas nos países em desenvolvimento.
A COP30 em Belém e os desafios climáticos
A COP30 será realizada no coração da Amazônia, como defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início de seu mandato. A escolha de Belém reflete o compromisso brasileiro em destacar a importância da floresta amazônica na luta contra a crise climática.
Questionado sobre a possibilidade de convidar Donald Trump para o evento, o embaixador respondeu com bom humor: “Essa pergunta eu não estava pronto para responder”. A declaração reflete os desafios políticos envolvendo os EUA, enquanto o mundo observa os desdobramentos da política climática sob o governo Trump.
Porque o país é a maior economia do mundo, um dos principais emissores de gases de efeito estufa e um líder global no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao clima.
A saída causa impacto significativo, pois reduz o comprometimento de um dos maiores emissores globais, mas ainda há canais abertos para negociações devido à permanência dos EUA na Convenção do Clima.









