Conmebol cobra respeito ao processo eleitoral da Fifa em meio à crise na entidade

Luis Vera/Getty Images
Perrengue Mato Grosso

A Conmebol divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota oficial para defender que a escolha do próximo presidente da Fifa ocorra exclusivamente por meio do processo eleitoral previsto nos estatutos da entidade. A confederação sul-americana afirmou que não apoiará qualquer iniciativa que tente alterar o comando da Fifa fora dos mecanismos institucionais. O posicionamento ocorre em meio ao aumento da pressão da Uefa sobre o presidente Gianni Infantino. A crise ganhou força após a apresentação da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta que previa a entrada de investidores privados em uma estrutura ligada às receitas das principais competições da entidade.

Conmebol defende regras da entidade

Na nota, a Conmebol afirmou que a Fifa construiu, nos últimos anos, um sistema de governança baseado em transparência, diálogo e procedimentos democráticos. A entidade destacou que esses mecanismos devem conduzir qualquer decisão relacionada à presidência da organização. A confederação também declarou que o futebol perde quando dirigentes deixam de respeitar as normas internas e priorizam ações unilaterais.

Entidade rejeita mudanças fora do processo eleitoral

A Conmebol reforçou que não participará de qualquer movimento que desconsidere os estatutos da Fifa. Segundo a entidade, somente o Congresso da Fifa, formado pelas 211 associações nacionais filiadas, tem legitimidade para escolher o próximo presidente. Ao mesmo tempo, a confederação evitou manifestar apoio direto à permanência de Gianni Infantino no cargo.

Eleição definirá futuro da Fifa

A Conmebol lembrou que o prazo para inscrição de candidatos à presidência da Fifa termina em 18 de novembro de 2026. Depois dessa etapa, as associações filiadas votarão no dirigente que comandará a entidade no próximo mandato. No encerramento da nota, a confederação pediu responsabilidade institucional, defendeu o diálogo entre os integrantes da comunidade do futebol e reafirmou que qualquer mudança na direção da Fifa deve seguir as regras estabelecidas pela própria entidade.

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