Uma reunião da Câmara Municipal de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, terminou em tumulto e agressões físicas na quinta-feira (29/1). O episódio ocorreu durante discussão sobre o cancelamento da antecipação da eleição para a presidência da Casa referente ao biênio 2027–2028. A divergência entre vereadores favoráveis e contrários ao adiamento elevou o tom do debate e resultou na intervenção da Guarda Municipal.
O encontro havia sido marcado para a manhã do mesmo dia, mas a eleição foi cancelada na véspera pelo presidente da Câmara, Glayson Johnny (Avante), que comunicou a decisão por ofício encaminhado aos parlamentares.
Cancelamento provoca reação imediata dos vereadores
Apesar do aviso formal, parte dos vereadores compareceu ao plenário com a expectativa de realizar a votação. A frustração com o cancelamento desencadeou discussões acaloradas. Parlamentares que defendiam a manutenção da eleição confrontaram aqueles que apoiavam o adiamento, criando um ambiente de tensão desde o início da sessão.
O impasse girou em torno do calendário eleitoral interno e da interpretação de regras que orientam a escolha da Mesa Diretora. A ausência de consenso ampliou o conflito verbal no plenário.
Troca de agressões e intervenção da Guarda Municipal
Durante o bate-boca, o vereador Ivo Melo (PSD) e o secretário-geral da Câmara se envolveram em agressões físicas. O confronto interrompeu a reunião e exigiu a atuação da Guarda Municipal para conter os ânimos e restabelecer a ordem.
Não houve divulgação oficial de feridos nem de registros de ocorrência até o encerramento da sessão. A Casa informou que os fatos seriam apurados administrativamente.
Argumento jurídico para o adiamento
Em coletiva, o presidente Glayson Johnny afirmou que o adiamento buscou garantir segurança jurídica ao processo. Segundo ele, a decisão se baseou em entendimentos do Supremo Tribunal Federal, que indicam que a eleição da Mesa deve ocorrer a partir de outubro, período mais próximo do início do mandato correspondente.
O presidente ressaltou que a medida visou evitar questionamentos futuros e assegurar a validade do pleito interno, mesmo diante da pressão por antecipação.
Divergência expõe fragilidade do diálogo interno
O episódio evidenciou a dificuldade de construção de consenso entre os parlamentares. A antecipação da eleição vinha sendo defendida por um grupo, enquanto outro sustentava a necessidade de seguir parâmetros jurídicos mais restritivos. A falta de acordo transformou o debate institucional em confronto físico.
A Câmara informou que avaliará providências para reforçar protocolos de segurança e mediação de conflitos nas próximas sessões.
Próximos passos após o tumulto
Não há nova data definida para a eleição da presidência do biênio 2027–2028. A Mesa Diretora deverá reavaliar o calendário e comunicar oficialmente os vereadores. A expectativa é de que o tema volte à pauta após alinhamento jurídico e político.
Perguntas frequentes:
O que motivou a confusão no plenário?
O cancelamento da eleição antecipada da presidência da Câmara para o biênio 2027–2028.
Quem se envolveu nas agressões?
O vereador Ivo Melo e o secretário-geral da Câmara.
Por que a eleição foi adiada?
Para garantir segurança jurídica, com base em entendimentos do STF sobre o período adequado para a votação.







