A cobrança de valores para passagem em um trecho da MT-235, logo após o Rio do Verde, entre Campo Novo do Parecis e Sapezal, voltou a gerar debate entre motoristas, caminhoneiros e moradores da região. Condutores que utilizam a rodovia relatam que pessoas abordam veículos em um ponto específico, localizado dentro de território indígena, e exigem pagamento como condição para seguir viagem.
O tema ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais, no qual a esposa de um caminhoneiro detalha como a cobrança ocorre no local. Segundo o relato, todos os tipos de veículos precisam pagar, incluindo caminhões, carros de passeio e motocicletas. Os responsáveis aceitam pagamento em dinheiro ou via PIX, diretamente no ponto de passagem, sem emissão de comprovantes formais.
Como funciona a cobrança no trecho da rodovia
De acordo com os relatos, a cobrança acontece de forma direta, com interrupção da passagem até que o valor seja pago. Motoristas afirmam que os responsáveis pelo controle do trecho informam que a prática possui regulamentação do Governo do Estado e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por se tratar de uma área localizada dentro de terra indígena.
Até o momento, órgãos oficiais não divulgaram nota pública confirmando ou detalhando a regulamentação citada nos vídeos. A ausência de informações formais amplia a dúvida entre usuários da rodovia sobre a legalidade, os critérios da cobrança e a destinação dos valores arrecadados.
Reações dividem motoristas e moradores
A situação provoca reações distintas na região. Parte dos motoristas demonstra insatisfação e questiona a cobrança, argumentando que a MT-235 é uma rodovia estadual e que a exigência de pagamento fere o direito de livre circulação. Caminhoneiros, em especial, relatam preocupação com custos adicionais no transporte de cargas.
Por outro lado, moradores e defensores dos direitos indígenas ressaltam que o trecho atravessa território tradicional, onde as comunidades possuem autonomia garantida por lei. Nesse entendimento, os povos indígenas podem estabelecer regras de acesso e uso de suas áreas, inclusive condicionando a circulação à autorização ou a compensações.
Rota alternativa reduz impacto para quem evita a cobrança
Para motoristas que não desejam passar pelo trecho onde ocorre a cobrança, existe uma rota alternativa para chegar a Sapezal. Embora o caminho seja mais longo e exija planejamento, a opção permite evitar o ponto de pagamento e seguir viagem sem a taxa.
A existência dessa alternativa reduz o impacto imediato da medida, mas não elimina o debate sobre mobilidade, direitos territoriais e responsabilidades do poder público na mediação da situação.
Perguntas frequentes:
No trecho após o Rio do Verde, entre Campo Novo do Parecis e Sapezal, dentro de território indígena.
Segundo relatos, todos os tipos de veículos, incluindo caminhões, carros e motocicletas.
Sim. Há um caminho alternativo para acessar Sapezal sem passar pelo trecho onde ocorre a cobrança.


