A Polícia Civil prendeu um homem em flagrante nessa quarta-feira (2), em Tangará da Serra (242 km de Cuiabá), após descobrir que ele castrava animais clandestinamente dentro de casa. A ação fez parte da Operação Quatro Patas, que investiga denúncias de maus-tratos e práticas ilegais contra animais domésticos.
Os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão. Durante a vigilância, eles flagraram um carro estacionando em frente à casa do investigado. Ele saiu da residência e entregou um gato à motorista, que confirmou ter deixado o animal no local para castração. Em seguida, a equipe entrou na casa e confirmou a denúncia.
Dentro do imóvel, os policiais encontraram seringas, medicamentos diversos e instrumentos cirúrgicos armazenados de forma improvisada. A polícia verificou que o homem não possui formação em medicina veterinária nem autorização para realizar qualquer procedimento de saúde animal. Ele foi preso imediatamente.
Polícia autua por maus-tratos e exercício ilegal da profissão
A delegacia autuou o suspeito por dois crimes: maus-tratos a animais e exercício ilegal da profissão. A legislação brasileira (Lei 9.605/1998) prevê pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa e perda da guarda do animal. Se o procedimento causar a morte do bicho, a pena pode aumentar em até 1/3.
Os agentes levaram o suspeito para a delegacia, onde ele prestou depoimento. Ele responderá criminalmente pelos atos.
Castrações ilegais ameaçam a vida dos animais
A Polícia Civil alertou a população sobre os riscos de realizar castrações em locais não autorizados. Apenas veterinários com registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) podem realizar cirurgias em animais. Castrações clandestinas aumentam o risco de infecção, sequelas graves e até morte por falta de higiene e controle anestésico.
Perguntas frequentes
Sim. Apenas veterinários com CRMV podem realizar o procedimento. Fora disso, configura exercício ilegal da profissão e maus-tratos.
De 2 a 5 anos de prisão, multa e perda da guarda do animal. Se houver morte, a pena aumenta.
Ligue 197 e denuncie anonimamente à Polícia Civil.
