Um caminhão baú atropelou e matou o venezuelano José Rafael Farfan, de 48 anos, na tarde desta sexta-feira (7), em Cuiabá. O acidente ocorreu no cruzamento da avenida XV de Novembro com a avenida Senador Metello, nas proximidades da Igreja São Gonçalo.
José Rafael pedalava pela avenida quando o caminhão fez a conversão e o atingiu. Testemunhas afirmaram que o ciclista e o caminhão entraram juntos na curva. O motorista não enxergou a bicicleta, provavelmente por causa do ponto cego.
Motorista foge do local e polícia abre investigação
Após atropelar José Rafael, o motorista acelerou e deixou o local sem prestar socorro. A Polícia Militar isolou a área imediatamente e a Polícia Civil assumiu a investigação. As autoridades já recolheram imagens de câmeras de segurança para tentar identificar o condutor foragido.
A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito conduz o inquérito. Investigadores percorrem oficinas, transportadoras e empresas de logística para rastrear o caminhão envolvido.
Ponto cego amplia risco de morte para ciclistas
O ponto cego, área que o motorista de caminhões não enxerga mesmo com retrovisores, contribui para acidentes fatais como esse. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 60% das mortes com veículos pesados ocorrem em conversões ou mudanças de faixa.
Cuiabá apresenta alto fluxo de veículos pesados em zonas centrais, mas não oferece infraestrutura adequada para ciclistas. A falta de faixas exclusivas e sinalização de segurança expõe quem pedala a riscos permanentes.
Perguntas frequentes
Os retrovisores deixam áreas que o motorista não consegue enxergar, e caminhões grandes aumentam esse espaço. Quando o condutor faz curvas ou muda de faixa sem atenção, ele atinge ciclistas e pedestres que ficam invisíveis nessas zonas.
A polícia abre investigação imediata, identifica o veículo e pede a prisão do condutor. A Justiça pune o motorista por omissão de socorro e homicídio culposo, o que pode levar à prisão e à suspensão da carteira.
A cidade mantém trânsito intenso, poucas ciclovias e sinalização deficiente. Motoristas desrespeitam o espaço de quem pedala, e a falta de estrutura expõe ciclistas ao perigo diário nas avenidas centrais.








