Um ônibus atropelou uma ciclista no cruzamento da Avenida Sete de Setembro, em Curitiba. Câmeras de segurança registraram o momento exato em que a jovem tentou atravessar a via enquanto o semáforo permitia a passagem de veículos. Como resultado, o coletivo a atingiu de forma direta, arremessando-a ao solo. Embora tenha perdido a consciência por alguns segundos, a jovem sobreviveu. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente ao local, prestaram os primeiros socorros e encaminharam a vítima ao hospital com ferimentos moderados. Conforme relatos dos socorristas, a ciclista usava fones de ouvido no momento da colisão, o que possivelmente dificultou sua percepção do tráfego.
Reprodução pic.twitter.com/bZVaByxBEy
— Perrengue2 (@perrengue2025) August 1, 2025
Fones de ouvido: distração que compromete a atenção
Atualmente, o uso de fones de ouvido tornou-se comum entre ciclistas que se deslocam em áreas urbanas. No entanto, essa prática levanta sérias preocupações. De acordo com a National Safety Council, escutar música ou atender chamadas enquanto pedala aumenta em até 40% a chance de acidentes graves. Isso porque o som bloqueia alertas importantes, como buzinas e frenagens bruscas. Ainda que o Código de Trânsito Brasileiro não proíba expressamente o uso dos fones por ciclistas, especialistas em segurança recomendam atenção total ao ambiente. Portanto, manter os ouvidos livres torna-se essencial para evitar tragédias como a que ocorreu em Curitiba.
Acidentes com ciclistas crescem e evidenciam negligência urbana
Além disso, dados recentes da Aliança Bike indicam que o número de acidentes envolvendo ciclistas subiu 24% em áreas urbanas apenas no último ano. Em outras palavras, pedalar nas cidades brasileiras está se tornando cada vez mais arriscado. Em Curitiba, mesmo com os 250 km de ciclovias implantadas, diversos trechos continuam desconectados ou localizados em pontos críticos. Dessa forma, a ausência de integração entre as rotas e a falta de fiscalização sobre o comportamento de motoristas criam um ambiente inseguro. A cada dia, mais ciclistas relatam situações de perigo em cruzamentos mal planejados e em faixas sem sinalização visível.
Urbanismo mal planejado contribui para acidentes evitáveis
Apesar do discurso recorrente das autoridades sobre mobilidade sustentável, muitas cidades brasileiras, inclusive Curitiba, não garantem condições adequadas para quem escolhe a bicicleta como meio de transporte. Embora a capital paranaense seja frequentemente citada como referência em planejamento urbano, a realidade contradiz esse prestígio. Organizações como a CicloIguaçu denunciam que a maioria das ciclovias não oferece continuidade, nem segurança em cruzamentos com fluxo intenso de ônibus e carros. Além disso, faltam redutores de velocidade e sinalização que priorize a vida. Ou seja, enquanto os gestores públicos anunciam avanços, os ciclistas seguem expostos a riscos diários.
Perguntas frequentes
Sim. A perda da audição periférica compromete a reação imediata a sons do tráfego, o que aumenta o risco de acidentes.
Não. Entretanto, órgãos de trânsito e especialistas recomendam que ciclistas evitem qualquer distração auditiva ao circular em vias públicas.
Investir em ciclovias integradas, instalar sinalização eficiente e promover educação no trânsito são ações que reduzem significativamente o número de atropelamentos.



