As fortes chuvas que atingem o norte de Mato Grosso levaram o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) a reconhecer situação de emergência em Peixoto de Azevedo. A decisão foi publicada na sexta-feira (13) após alagamentos elevarem o nível de rios e interditarem estradas municipais e trechos próximos à BR-163.
Com o reconhecimento federal, a prefeitura pode solicitar recursos emergenciais. Entre as medidas previstas estão a compra de cestas básicas, água mineral, kits de higiene e limpeza, além de apoio a trabalhadores e voluntários da Defesa Civil.
Estradas viram lama e isolam comunidades
As chuvas intensas provocaram danos severos na infraestrutura rural. Segundo decreto municipal publicado no início do mês, as fortes chuvas destruíram pontes, danificaram bueiros e interditaram estradas.
A água invadiu acostamentos da BR-163 e transformou vias de terra em grandes atoleiros. Em um dos episódios registrados por moradores, uma carreta que transportava adubo ficou atolada com a lama a poucos quilômetros do destino.
Impacto econômico também preocupa
A crise logística já afeta diretamente a produção agrícola. Os produtores não estão conseguindo colher. As estradas estão intransitáveis, e as carretas acabam atolando.
Com isso, produtores enfrentam dificuldade para colher e escoar a soja. Carretas atolam com frequência e parte da produção corre risco de perda. A área afetada fica próxima à divisa com Matupá, município que também decretou emergência em fevereiro após enchentes atingirem mais de 20 casas.
Situação rara reacende alerta climático
Moradores relatam que um cenário semelhante ocorreu apenas em 2005. A repetição do fenômeno quase duas décadas depois preocupa moradores mais antigos da cidade.
Enquanto isso, equipes das secretarias municipais de Obras e Transporte tentam liberar acessos emergenciais. Porém, não há previsão para a normalização completa do tráfego.
Porque chuvas intensas causaram alagamentos, destruíram estradas e interromperam o tráfego em áreas rurais.
O município pode solicitar recursos da União para assistência humanitária e ações emergenciais.
Sim. Estradas interditadas dificultam a colheita e o transporte da soja, gerando risco de prejuízos.







