A tempestade que atingiu Cuiabá na última terça-feira (8) provocou sérios danos estruturais no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). De acordo com a reitora Marluce Souza e Silva, os prejuízos vão desde móveis destruídos até corredores e salas de aula alagadas, passando por quedas de árvores e comprometimento do fornecimento de energia em setores essenciais.
A situação foi exposta em um vídeo publicado nas redes sociais da própria reitora, que percorreu os pontos mais afetados ao lado de pró-reitores e secretários da instituição. No relato, ela destacou a gravidade dos danos:
— Verificar o que podemos fazer antes que a gente tenha novas chuvas.
— Nós tivemos problemas de energia e temos laboratórios que precisam dela. Também temos os animais no CEMPA, que precisam de cuidados, tem freezers de alimentação para esses animais, o restaurante universitário, sem contar as salas de aula, afirmou.
Universidade teme novos temporais
Mesmo após o temporal que atingiu Cuiabá entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, a UFMT iniciou os trâmites para reformar os telhados dos prédios mais antigos. No entanto, como explicou Marluce, a verba para a execução da obra ainda não foi depositada na conta da instituição, impedindo o início dos reparos.
— Já enfrentamos essa situação no final do ano, com as chuvas de dezembro e janeiro. Estávamos nos preparando para iniciar as reformas dos telhados dos prédios mais atingidos, mas essa chuva ainda veio e trouxe muitas dificuldades, lamentou.
A universidade contratou uma empresa que, segundo a reitoria, deverá iniciar as obras ainda em abril, mas o temor é que novas chuvas possam agravar os danos antes disso.
Marluce reforçou o apelo à comunidade universitária:
Hoje (09/04), visitamos algumas áreas da UFMT Campus Cuiabá que foram severamente afetadas pelas fortes chuvas de ontem. Estive acompanhada de pró-reitores e secretários para acompanhar de perto os danos causados. Constatamos situações graves, como queda de árvores, alagamentos e perdas significativas de móveis, equipamentos e computadores.
Estamos adotando todas as medidas necessárias. Já solicitamos recursos emergenciais; já temos uma empresa contratada para iniciar, ainda em abril, a recuperação dos telhados.
Reforçamos o pedido de colaboração aos docentes, técnicos e diretores para que, na medida do possível, sigam nos ajudando a proteger os espaços e preservar os equipamentos em funcionamento.
Juntos, vamos cuidar da UFMT e garantir que ela continue sendo referência em educação, pesquisa e compromisso social.
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Perguntas frequentes
A tempestade causou alagamentos em salas e corredores, destruiu móveis e danificou equipamentos e laboratórios.
Não. A UFMT contratou uma empresa para iniciar os reparos, mas a verba federal ainda não foi liberada.
Sim. A reitoria teme que novas chuvas agravem ainda mais a situação antes do início das obras.









