“Chega de ridicularizar o povo cuiabano”: vereadora reage a fala polêmica de Abílio sobre atestados nas UPAs; Veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

A crise entre o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e a vereadora Maysa Leão (Republicanos) ganhou novos contornos após declarações polêmicas do chefe do Executivo municipal. Em pronunciamento recente, Abílio afirmou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital ficam superlotadas no início da semana por causa da busca exagerada por atestados médicos. A justificativa, segundo ele, é que trabalhadores tentam evitar os compromissos profissionais de segunda a quarta-feira.

A resposta veio de forma direta e incisiva. Durante sessão na Câmara, Maysa Leão não poupou palavras: “Chega de ridicularizar o povo cuiabano”, disparou a vereadora. Ela defendeu que o cidadão não deve ser tratado com desconfiança, principalmente quando está buscando assistência médica.

A origem da polêmica: desconfiança contra o trabalhador

O argumento do prefeito se baseia em dados que, segundo ele, mostram um aumento incomum na procura por atendimentos nas UPAs em dias úteis. Abílio declarou que a Prefeitura está tentando combater um “desvio cultural” no uso dos serviços públicos de saúde, com foco especial na emissão de atestados.

Essa fala gerou grande repercussão nas redes sociais, com parte da população criticando o que considerou uma generalização injusta.

Reação política e institucional

Além da indignação popular, a fala de Abílio acendeu alertas no meio político. A vereadora Maysa Leão subiu o tom, acusando o prefeito de adotar uma postura desrespeitosa e de responsabilizar a população por problemas que, em sua visão, são causados por má gestão.

Ela defende que o foco da administração deveria ser a melhoria da infraestrutura, a contratação de mais profissionais e o respeito ao cidadão. Outros vereadores também sinalizaram preocupação com a forma como a política pública de saúde está sendo conduzida.

Saúde pública ou controle administrativo?

A discussão levantou questões mais amplas sobre os limites entre gestão eficiente e políticas de desconfiança. Enquanto a prefeitura tenta conter abusos, especialistas apontam que a medida pode violar princípios do SUS, como o acolhimento e o atendimento universal.

Perguntas e respostas

A Prefeitura pode barrar a emissão de atestados?
Não diretamente. Apenas médicos têm autonomia para decidir sobre isso.

A superlotação das UPAs ocorre só no início da semana?
Há picos nos dias úteis, mas as causas são múltiplas, incluindo falta de estrutura.

Maysa Leão já propôs alguma alternativa?
Ela cobra mais investimento e respeito ao usuário do SUS, sem medidas punitivas.

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