Neste domingo (24), a chacina que tirou a vida de Clecy Calvi Cardoso, de 46 anos, e de suas três filhas, Miliani (19), Manuela (13) e Melissa (10), completou um ano. O caso, que chocou a cidade de Sorriso, a 397 km de Cuiabá, ainda não chegou ao desfecho judicial. Embora a polícia tenha prendido o assassino confesso, Gilberto dos Anjos, apenas três dias após o crime, em 27 de novembro de 2023, ele ainda não foi levado a julgamento, o que aumenta o sentimento de revolta e dor entre os familiares e a comunidade.
Chac1n4 de Sorriso: um ano após o cr1me, ass4ss1no continua sem ser julgado pic.twitter.com/suuHh35Q1U
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) November 24, 2024
Relembre os detalhes do crime
Na noite de 24 de novembro de 2023, Gilberto invadiu a casa da família pela janela do banheiro. Primeiramente, ele atacou Clecy, golpeando-a no pescoço enquanto ela caminhava pelo corredor. Em seguida, ele foi até o quarto das filhas mais velhas, Miliani e Manuela, onde repetiu o mesmo método. Por fim, ele entrou no quarto de Melissa, a filha caçula, e a matou por asfixia. Durante o ataque, enquanto as vítimas agonizavam, ele cometeu estupros contra Clecy, Miliani e Manuela.
De acordo com as investigações, Gilberto inicialmente planejava apenas estuprar Clecy, mas, ao encontrar toda a família em casa, decidiu matar as vítimas para eliminar qualquer testemunha. A brutalidade e a frieza com que agiu levaram a polícia a classificá-lo como um serial killer.

Situação judicial e acusações
Gilberto responde por homicídio e estupro de vulnerável, com qualificadoras que agravam as acusações. Para Clecy e Miliani, as acusações incluem feminicídio, recurso que dificultou a defesa das vítimas, meio cruel e meio para assegurar a execução de outro crime. Já em relação a Manuela e Melissa, a acusação também inclui o agravante de serem menores de 14 anos. Apesar disso, o julgamento ainda não foi agendado, o que gera indignação entre os familiares e a população.
Família presta homenagens emocionantes
Enquanto o julgamento não ocorre, os familiares das vítimas usaram as redes sociais para prestar homenagens emocionantes. A avó das meninas desabafou: “Minhas meninas, onde vocês estão agora? Vocês eram a nossa alegria.” O pai e viúvo, Regis Cardoso, também expressou sua dor: “O tempo passa, e cada dia aumenta mais as saudades.”
Clamor por justiça
A espera pelo julgamento mantém viva a dor da família e da comunidade, que clamam por justiça. O caso reforça a importância de agilidade no sistema judicial, especialmente em crimes de tamanha brutalidade. A sociedade de Sorriso segue acompanhando o caso, esperando que Clecy, Miliani, Manuela e Melissa recebam a justiça que merecem.







