O CEO da Scania, Christian Levin, demonstrou otimismo em relação ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia durante entrevista exclusiva ao CNN Money. Segundo o executivo, o principal benefício da parceria será o aumento da competitividade para empresas que atuam nos dois blocos econômicos.
Levin afirmou que o acordo pode ampliar oportunidades de negócios, reduzir barreiras comerciais e fortalecer cadeias produtivas integradas. Para ele, empresas globais que operam tanto na América do Sul quanto na Europa devem ganhar eficiência e previsibilidade nas operações.
O que muda com o acordo entre Mercosul e União Europeia
O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê redução gradual de tarifas de importação e ampliação do acesso a mercados estratégicos. O Mercosul reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, enquanto a União Europeia concentra 27 países e representa um dos maiores mercados consumidores do mundo.
Caso o tratado avance nas etapas finais de validação, setores como indústria automotiva, agronegócio e tecnologia podem ampliar exportações. Para fabricantes de caminhões como a Scania, a integração tende a facilitar a circulação de componentes e veículos completos.
Competitividade e ambiente de negócios
Christian Levin destacou que a previsibilidade regulatória representa um dos fatores mais importantes para o setor industrial. A redução de barreiras tarifárias pode estimular investimentos e modernização de fábricas nos países do Mercosul.
Empresas que atuam em cadeias globais dependem de acordos comerciais para otimizar custos e ampliar escala. No setor automotivo, onde margens operacionais exigem eficiência logística, acordos desse porte influenciam decisões estratégicas de longo prazo.
Impacto nas relações comerciais
A União Europeia figura entre os principais parceiros comerciais do Mercosul. O Brasil, por exemplo, exporta produtos agrícolas, minerais e manufaturados para o bloco europeu. Em contrapartida, importa tecnologia, equipamentos e bens industriais.
Para a Scania, que possui presença consolidada na América Latina e na Europa, o fortalecimento das relações comerciais pode gerar sinergia produtiva. O executivo ressaltou que acordos estruturados criam ambiente mais competitivo e favorecem crescimento sustentável.
O tratado ainda depende de etapas políticas e institucionais para implementação plena. No entanto, o posicionamento do CEO sinaliza expectativa positiva no setor industrial.
Perguntas frequentes:
Quem comentou sobre o acordo?
Christian Levin, CEO da Scania.
Qual é a principal vantagem apontada?
O aumento da competitividade entre empresas dos dois blocos.
O acordo já está totalmente em vigor?
Ainda depende de etapas finais de validação política.




