Nesta quinta-feira (26/6), as Cataratas do Iguaçu surpreenderam visitantes ao atingirem uma vazão de 2,6 milhões de litros por segundo quase o dobro da média habitual, que gira em torno de 1,5 milhão. O dado, divulgado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), reflete o impacto direto das fortes chuvas que atingem o Paraná desde o início da semana. Ainda assim, o Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto ao público, com funcionamento normal das trilhas, passarelas e do acesso à Garganta do Diabo.
Volume recorde transforma a experiência dos visitantes
Com o aumento expressivo do fluxo de água, a paisagem do parque se modificou drasticamente. O som das quedas ficou ainda mais intenso, enquanto a névoa passou a cobrir uma área maior. Como resultado, a atmosfera do local se tornou mais densa, vibrante e, ao mesmo tempo, desafiadora. Apesar disso, os visitantes continuam circulando, agora com mais cautela, especialmente nas áreas próximas às bordas.
Além disso, a força da água aumentou o volume visível nos 275 saltos que compõem as cataratas, alguns dos quais ultrapassam os 100 metros de altura. A natureza, nesse contexto, mostra toda sua potência, criando um espetáculo raro que atrai ainda mais turistas, curiosos por ver o fenômeno ao vivo.
El Niño impulsiona chuvas e muda o comportamento dos rios
Por trás do fenômeno, especialistas apontam o El Niño como fator determinante. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuvas no Paraná já está 85% acima da média histórica para junho. Isso ocorre porque o El Niño altera os padrões atmosféricos, favorecendo o avanço de frentes frias e aumentando a instabilidade na região Sul.
Consequentemente, os rios da bacia do Iguaçu reagem rapidamente, elevando o nível da água e causando uma explosão de vazão nas cataratas. Assim, o fenômeno climático global tem reflexos diretos e imediatos na paisagem local.
Turismo ganha fôlego, mas exige atenção redobrada
Por um lado, o espetáculo natural fortalece o turismo na região, gerando aumento na procura por passeios e hospedagens. Por outro, a segurança se torna prioridade. Em razão da intensidade do fenômeno, guias e funcionários do parque passaram a reforçar orientações aos visitantes.
Além das trilhas molhadas e da visibilidade reduzida, passeios de barco nas áreas mais próximas às quedas foram temporariamente suspensos. Ainda assim, o parque mantém todos os acessos abertos, com monitoramento constante da situação. Dessa forma, busca-se equilibrar o impacto visual com a segurança dos visitantes.
Perguntas frequentes
Não, mas as estruturas passam por monitoramento contínuo.
Sim, alguns animais migram temporariamente, e biólogos acompanham o comportamento.
Sim, fenômenos extremos se tornaram mais frequentes com as mudanças climáticas globais.



