Casal de idosos é resgatado após 20 anos em condição análoga à escravidão; Veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

Um resgate chocante foi realizado no Paraná.

Um casal de idosos foi encontrado em situação degradante.

A permanência no local teria durado cerca de duas décadas.

Uma situação considerada análoga à escravidão foi identificada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em Guarapuava, na região central do Paraná. Um casal de idosos, formado por um homem de 84 anos e uma mulher de 66 anos, foi resgatado na quarta-feira (10) após cerca de 20 anos vivendo em condições precárias em uma propriedade rural.

Segundo as informações apuradas, moradia em um paiol com estrutura deteriorada era utilizada pelas vítimas. Condições básicas de sobrevivência também não eram disponibilizadas adequadamente ao casal.

Estrutura precária foi encontrada

De acordo com as informações divulgadas, água encanada não estava disponível no local onde os idosos viviam. Além disso, dependência de terceiros para obtenção de alimentos era enfrentada pelas vítimas.

A estrutura utilizada como moradia apresentava sinais de deterioração e condições inadequadas para habitação. A situação chamou a atenção das equipes responsáveis pela fiscalização.

O caso passou a ser tratado como uma possível violação grave de direitos trabalhistas e humanos.

Proprietário foi identificado

Conforme apurado, o empregador apontado no caso é o produtor rural Elton Lange.

Uma tentativa de entrevista foi realizada pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. No entanto, manifestação sobre as acusações não foi concedida pelo produtor rural.

Até o momento, posicionamentos públicos adicionais sobre a situação não foram divulgados.

Indenização foi determinada

Após a identificação da situação, medidas administrativas passaram a ser adotadas pelos órgãos competentes.

Segundo as informações divulgadas, o pagamento de R$ 70 mil deverá ser realizado às vítimas. O valor foi definido como forma de reparação relacionada às condições verificadas durante a fiscalização.

O caso voltou a chamar atenção para situações de trabalho análogo à escravidão ainda registradas no país. A permanência de trabalhadores em condições degradantes, sem acesso adequado a alimentação, moradia digna e estrutura básica, continua sendo alvo de fiscalizações realizadas por órgãos responsáveis pela proteção dos direitos trabalhistas.

As circunstâncias completas da ocorrência seguem sendo analisadas pelas autoridades competentes, que deverão adotar os procedimentos cabíveis em relação ao caso.

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