Um casal de aposentados de Cuiabá pagou R$ 154.990 por um SUV GAC GS4 Premium zero quilômetro, após negociar a compra com um vendedor de uma concessionária da GAC, em Várzea Grande, pertencente ao Grupo Canopus. Os compradores afirmam que o vendedor informou ter faturado o veículo e que faria o transporte de São Paulo para Mato Grosso.
A negociação começou dentro da própria concessionária. Segundo o boletim de ocorrência, os aposentados fizeram um primeiro pagamento de R$ 1 mil diretamente para uma conta da Gemini Motors, empresa responsável pela unidade. Depois, o vendedor informou que o carro havia sido faturado e que chegaria a Várzea Grande para entrega no início de setembro.
Com a confirmação, o casal pagou os R$ 153.990 restantes, totalizando R$ 154.990. Os aposentados aguardaram a chegada do veículo conforme as informações recebidas durante a negociação, mas descobriram posteriormente que a situação não correspondia ao que o vendedor havia informado.
Casal vai à concessionária e descobre que pedido não existia
Quando chegou o momento combinado para receber o SUV, o casal foi até a concessionária. No local, os aposentados descobriram que o vendedor responsável pela negociação, identificado pelas iniciais D.A.P.T., já não trabalhava mais na empresa.
Os compradores então procuraram o gerente regional para verificar a situação do veículo. Segundo o relato registrado na ocorrência, o gerente consultou o sistema e informou que não havia pedido do GAC GS4 Premium registrado. A informação levantou dúvidas sobre o pagamento realizado e sobre a suposta compra do automóvel.
Os aposentados tentaram localizar o vendedor para esclarecer o que havia acontecido. No entanto, segundo o casal, o telefone dele permaneceu desligado e ele deixou de responder às mensagens enviadas pelos compradores.
Gerente relata reclamações anteriores contra vendedor
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, o gerente regional da GAC relatou que a empresa já havia recebido outras reclamações envolvendo o vendedor. Segundo o representante, outros consumidores também teriam realizado pagamentos diretamente ao funcionário durante negociações.
Um dos casos, conforme o depoimento, terminou com uma solução interna. Outro cliente teria levado a situação à Justiça e ajuizado uma ação contra a Gemini Motors e o vendedor.
A Polícia Civil passou a investigar D.A.P.T. por suspeita de estelionato. A investigação deve esclarecer como o vendedor conduziu a negociação, para onde foram destinados os valores pagos pelos aposentados e se outras pessoas sofreram prejuízos semelhantes.
Aposentados procuram Procon-MT e entram na Justiça
Depois de tentar solucionar o problema diretamente, o casal procurou o Procon-MT e encaminhou notificações extrajudiciais à concessionária. Segundo os aposentados, as tentativas não resultaram na entrega do veículo nem na devolução do dinheiro.
Sem conseguir recuperar o valor pago, os compradores ingressaram com uma ação na 4ª Vara Cível de Cuiabá. No processo, eles pedem que a Justiça determine a entrega do GAC GS4 Premium ou a restituição dos R$ 154.990desembolsados na negociação.
O casal também solicita indenização por danos morais, alegando prejuízos provocados pela situação. A ação tramita na esfera cível, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação sobre a possível prática criminosa.
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