Um acidente registrado na BR-020, em Barreiras (BA), viralizou nas redes sociais e reacendeu um debate antigo entre motoristas e entusiastas do automobilismo: afinal, os carros antigos são realmente mais seguros que os modelos modernos? No vídeo que circula na internet, uma Chevrolet D20 aparece quase intacta após colidir com uma Ford Ranger, que, por sua vez, ficou completamente destruída. Diante da cena, uma testemunha expressa sua surpresa e declara: “Agora quero comprar uma D20!”.
Apesar dos danos visíveis, a segurança não é tão simples
À primeira vista, pode parecer que a D20 “venceu” a colisão. Afinal, enquanto a Ranger teve a frente desfigurada, a picape mais antiga exibiu poucos danos. No entanto, é justamente esse contraste que exige uma análise mais profunda. Os carros modernos são projetados para absorver o impacto por meio de zonas de deformação. Em outras palavras, eles se amassam para proteger os ocupantes, dissipando a energia do choque.
Enquanto isso, carros antigos resistem mais, mas protegem menos
Por outro lado, os veículos mais antigos, como a D20, possuem estrutura mais rígida e pesada. Isso os torna visualmente mais resistentes, porém, essa rigidez faz com que a energia do impacto seja transmitida de forma direta ao interior do carro. Como consequência, os ocupantes podem sofrer lesões mais graves, mesmo que a carroceria pareça intacta por fora.
Portanto, segurança vai além da aparência após o acidente
Além da engenharia estrutural, os carros modernos também contam com tecnologias essenciais, como airbags, freios ABS, controles eletrônicos de estabilidade e assistência à frenagem. Esses recursos, por mais que passem despercebidos aos olhos, fazem uma enorme diferença no momento da colisão. Portanto, ainda que a D20 impressione pela resistência, a segurança real depende do projeto como um todo.
Perguntas frequentes
Porque seu design moderno inclui zonas de deformação que absorvem o impacto para proteger os ocupantes.
Na verdade, não. Ela transmite mais força aos passageiros, o que pode aumentar o risco de ferimentos.
Somente se o motorista estiver ciente das limitações em segurança e usar o veículo com cautela.





