Em São Vicente, no litoral paulista, um veículo incomum atraiu olhares de moradores, turistas e até da Guarda Civil Municipal (GCM). O carro-anfíbio, capaz de trafegar tanto em terra quanto sobre a água, tornou-se o centro das atenções na Praia do Gonzaguinha. Embora tenha conquistado admiradores e viralizado nas redes sociais, a Capitania dos Portos apreendeu o veículo, pois ele não possuía a licença necessária para navegar.
Carro “anfíbio” é apreendid0 após andar sobre mar e viraliza pic.twitter.com/JF92wuM4H0
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 12, 2025
Mecânico transforma ideia em realidade
O mecânico Caio Strumiello, de 53 anos, revelou que dedicou dois meses ao projeto do carro anfíbio. Desde 2010, ele trabalha na construção de veículos e, mais recentemente, decidiu adaptar o casco de um barco, adicionando rodas e dois motores. Enquanto um motor veio de uma motocicleta, o outro, estacionário, é frequentemente utilizado em máquinas agrícolas. Assim, ele criou um veículo versátil, capaz de inovar no transporte.
Autoridades destacam a necessidade de regulamentação
No entanto, a inovação enfrentou barreiras legais. A Capitania dos Portos argumentou que qualquer veículo destinado à navegação deve atender às exigências legais e possuir a documentação apropriada. Além disso, a Prefeitura de São Vicente informou que a GCM avaliou o veículo para verificar possíveis riscos à segurança pública e ao meio ambiente, incluindo vazamentos de óleo. Apesar de não encontrar grandes problemas, a falta de licença determinou a apreensão.
Discussão nas redes sociais ganha força
Após vídeos do carro circularem amplamente na internet, muitos internautas elogiaram a criatividade de Caio, enquanto outros chamaram atenção para a importância de regulamentar invenções desse tipo. De fato, a história despertou debates sobre como a inovação pode enfrentar desafios burocráticos e ambientais.
O equilíbrio entre inovação e regras
Por fim, o episódio destaca a necessidade de um equilíbrio entre a criatividade e as regulamentações. Embora invenções como o carro-anfíbio demonstrem o potencial criativo dos brasileiros, elas também precisam respeitar normas para garantir segurança e sustentabilidade. Assim, é fundamental que as autoridades considerem maneiras de incentivar projetos inovadores, ao mesmo tempo em que asseguram a preservação do meio ambiente e a proteção da sociedade.
Perguntas frequentes
O carro-anfíbio utiliza um casco de barco adaptado com rodas e dois motores distintos: um de motocicleta para uso em terra e outro estacionário, comumente usado em máquinas agrícolas, para locomoção na água. Essa combinação permite que o veículo transite tanto em ruas quanto sobre superfícies aquáticas, tornando-o uma solução inovadora e curiosa.
A Capitania dos Portos apreendeu o veículo porque ele não possuía a licença exigida para navegação. Mesmo sendo uma invenção criativa, a legislação brasileira exige que qualquer veículo usado em ambientes aquáticos seja devidamente registrado e cumpra normas de segurança para evitar danos ao meio ambiente e riscos à população.
Sim, desde que o proprietário providencie a documentação necessária junto à Capitania dos Portos. Isso inclui a certificação de que o veículo atende às normas de segurança e ambientais para navegação. Com a regularização, o carro-anfíbio poderá voltar a operar legalmente, tornando-se novamente uma atração nas águas de São Vicente.



