Uma cena curiosa chamou a atenção de quem passeava ou se exercitava no Parque Tia Nair, em Cuiabá (MT), na manhã de terça-feira (7). Um vira-lata, aparentemente sem grande malícia, começou a latir para uma capivara, que reagiu e passou a persegui-lo — como se brincasse de “pega-pega”. Segundo testemunhas, o cachorro parecia achar tudo divertido, enquanto a capivara estava “toda arrepiada”.
O episódio foi registrado pelo engenheiro Heliomar Mota, de 36 anos, que passava pela pista de corrida quando viu o confronto inusitado e parou para filmar. Ele relatou que a interação arrancou risos de quem presenciou, mas também deixou dúvidas sobre as intenções do animal silvestre. Ele afirma que o cachorro costuma frequentar o parque e costuma perseguir quem se exercita — sempre em tom amistoso — e que nenhum dos participantes parecia realmente ferido. A bióloga Lorena Castilho avaliou que a capivara não tentou atacar com violência, mas reagiu para expulsar o invasor de seu território — ou seja, defender espaço mais do que buscar conflito.
A territorialidade da capivara: quando “brincadeira” é defesa
As capivaras vivem em grupos sociais que estabelecem territórios e defendem áreas de alimentação e descanso. Quando um animal desconhecido invade esse espaço, mesmo um cão inofensivo, a capivara pode reagir para proteger sua “residência”. No caso observado, a postura arrepiada pode indicar alerta e estresse, não necessariamente intimidação intencional.
Riscos ocultos de interações improváveis
Embora muitos considerem capivaras dóceis, elas são roedores de grande porte (podem ultrapassar 50 kg) e têm dentes fortes. Se quisessem, poderiam infligir ferimentos graves. Não se tem notícia pública de que isso tenha ocorrido nesse episódio específico, mas biólogos alertam que a aproximação descontrolada é arriscada para cães e humanos.
Animais urbanos e adaptações comportamentais
Capivaras já se adaptaram a ambientes urbanos e parques, convivendo em proximidade com pessoas, o que às vezes altera suas reações típicas em ambiente natural. Essas mudanças podem tornar imprevisível a resposta a estímulos — como latidos ou presença constante de cães — gerando episódios surpreendentes como esse.
Perguntas frequentes:
Para defender seu território ou afastar o intruso, não por brincadeira.
Sim, apesar de comportamento geralmente pacífico, elas têm força e dentes que podem causar danos.
Com frequência moderada, os animais têm se adaptado, e encontros entre cães e capivaras são relatados em áreas verdes urbanas.



